Países como o Chile e a Colômbia afirmam sua objeção a projetos políticos que pretendem amarrar seus povos a padrões voltados para a manutenção das desigualdades socioeconômicas históricas e que estimulam preconceitos e discriminações como modelos de sociedades no continente sul americano.
No Chile, uma líder de origem indígena comanda os debates sobre a nova Constituição, assim como os colombianos que fizeram sua vice-presidente uma mulher negra, ambientalista e ex-empregada doméstica promovendo a ruptura de paradigmas conservadores. Que os novos ares de um novo ciclo de prosperidade socioeconômica e cultural impulsionem a descontinuidade produtiva e criativa da presença das forças tradicionais que controlam a política na América do Sul na contramão da independência dos seus povos e de uma agenda voltada para o século 21.
O Brasil assim como nossos países vizinhos, precisa superar suas inclinações populistas ancoradas em suas matizes ideológicas de esquerda e de direita, com projetos autoritários que ainda nos desafiam no continente. Os novos tempos impõem mudanças estruturais e desafiadoras para a transição dessa realidade que reflete retrocessos econômicos e institucionais, colocando em cheque nosso ideal de democracia.
Assegurar o respeito à dignidade humana com desenvolvimento sustentável que valorize o patrimônio histórico, cultural, ambiental com superação das desigualdades e proteção dos povos indígenas devem ser diretrizes fundamentais para alcançarmos novos ciclos de progresso e independência em nosso continente.
Por Roberto Rosa, Ativista Político



