Não é possível acreditar que uma classe intelectual, ou intelectualizada, que se diz tão culta e evoluida não se insurja contra o caos que se transformou a polarização política no Brasil. Os dois lados ocilam entre dois sentimentos: ódio e paixão.
O ódio alimentado pelo medo e a paixão por seu estado de egocentrismo exacerbado. E, em tendo a paixão como motor do embate, endo a Paixão algo excludente pois não permite outros sentimentos, que dura enquanto duram as emoções e abstrai a razão usando a inteligência como entretenimento sem medir riscos e sem se importar com o depois, vamos nos encaminhando cada vez mais para uma pergunta sem resposta. Se tudo acabar no discurso do anti-facismo vs anti-comunismo, o que faremos com o nosso país a partir de 1⁰ de Janeiro de 2023? Será que essa resposta não importa? Por que ninguém consegue respondê-la?
Acredito que, a partir de Agosto, depois que estiver desenhado todo o cenário real de candidaturas, a coisa vá pegar fogo. Espero que sem facadas ou atentados mas que essas campanhas políticas serão as mais agressivas e sujas da nossa história, ninguém tem dúvidas.
Enquanto isso, vamos observando o brasileiro desenvolver mais uma de suas especialidades: análise de pesquisas. Afinal, em um país em que as pessoas não vivem sem futebol, a maioria quer sempre serguir sendo maioria. Nessa guerra vazia, eu me considero a vaca profana que põe seus córneos afora e acima da manada. E que viva o maior rebanho!



