Com o fechamento do ciclo de monitoramento do desmatamento em todos os biomas do Brasil, que cobre de agosto de um ano a julho do ano seguinte, chegamos em 2022 a um valor que, considerando a demolição que foi feita da gestão ambiental do país, em nada surpreende. Considerando a política ambiental e somados os três ciclos completos do governo Bolsonaro chegamos aos inaceitáveis 42 mil km² de desmatamento, uma área que equivale quase ao tamanho do estado do Rio de Janeiro. Desse total, 59% ocorreram na Amazônia.
Segundo as estasticias divulgadas de órgãos independentes, em 98% dos casos de desmatamento foram encontrados indícios de irregularidade pela análise do MapBiomas, o que indica o índice de complacência das autoridades também com o crime do desmatamento ilegal. Em 75% dos casos há um responsável identificado o que indica a prática reiterada de crimes ambientais sem ações efetivas para combatê-los.
Os garimpos ilegais em algumas regiões do país, assim como o contrabando de madeiras e o esvaziamento dos órgãos de fiscalização ambiental denunciam a destruição do meio ambiente como política de governo, dada a sua omissão. As florestas, as bacias hidrográficas, a biodiversidade e o clima são nossas grandes riquezas, para nos desenvolvermos de forma inclusiva, democrática e sustentável, mas a irresponsabilidade e falta de visão estão reduzindo a cada dia nossas melhores possibilidades de futuro.
Por Roberto Rosa, Ativista Político.



