Quinta-feira, Maio 7, 2026
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NO RIO DE JANEIRO, SOBREVIVER É UMA ARTE

O jogo político no Rio de Janeiro está de arrancar os cabelos. Se uma alguma pessoa me perguntasse há dois anos atrás se uma aliança entre Geraldo Alckmin e Lula poderia custar o fim da carreira política de Alessandro Molon, a ressurreição política de Cesar Maia como vice de Marcelo Freixo, André Ceciliano como candidato da esquerda ao senado ao mesmo tempo que Washington Quaquá luta para que o PT apoie o candidato ao governo do Ciro Gomes do PDT, Rodrigo Neves, em detrimento ao candidato do próprio Lula, que Garotinho recuperaria seus direitos políticos e que Roberto Jefferson ressurgirá das cinzas contra Bolsonaro e correndo o risco de vestir a camisa de Lula, eu recomendaria reclusão em solitária com camisa de força por tempo indeterminado. 

Alguém em sã consciência imaginaria que a sanha do Lula em ocupar espaços em prol da sua eleição atrairia o antigo cacique do PSL de Bolsonaro, agora União Brasil de Sérgio Moro para sua campanha? Gente, o Valor Econômico publicou uma nota do PSB Nacional dizendo que ” … se Alessandro Molon mantiver sua candidatura, que a nacional vai fazer uma intervenção, dissolver o diretório e empossar uma  comissão provisória até que façam as eleições se necessário for mas que nenhum acordo feito com o PT será desfeito”. Portanto, Lula assume o papel de estrela celestial da política no Rio. 

A ordem é passar o rolo compressor em quaisquer coligações, composições ou partidos que possam representar o mínimo obstáculo à trajetória de Lula. Seja como for, que se faça o que for preciso  e que doa a quem doer. A imprensa já divulgou que a devolutiva do presidente do Partido União Brasil ao apoio a Lula é a composição de um bloco liderado por Bivar para assumir a presidência da Câmara dos Deputados e quiçá o Senado Federal. 

A verdade é que os próximos cinco dias serão decisivos para o gambito final para muitas legendas e muitas candidaturas. É lamentável ver um político com a biografia de Alessandro Molon ser descartado como um guardanapo de bolo em festa de criança. É uma pena ver que foi preciso uma catástrofe como Bolsonaro para que as máscaras fossem derrubadas e que se pusesse tudo em seus devidos lugares. Até mesmo a lógica dos movimentos políticos foi alterada: enquanto o centro sempre se movia em direção ao poder, fosse ele de direita ou de esquerda, agora os pólos se movem cada vez mais para o centro. 

Enquanto isso, continuo com a mesma dúvida: o que vai ser de nós a partir de 1⁰ de Janeiro de 2023? Quem viver verá!

Por Mardônio Gomes, um livre pensador

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