A administração do prefeito Bernard Tavares, em Carapebus, volta a ser questionada após o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro abrir investigação sobre possíveis irregularidades em um pregão eletrônico promovido pela Secretaria Municipal Adjunta de Serviços Públicos.
O caso, que está sob análise da conselheira Marianna Montebello Willeman, envolve o Pregão Eletrônico nº 12/2025, no valor estimado de 215 mil e 424 reais, destinado à compra de materiais de consumo, entre descartáveis, gêneros alimentícios e produtos de limpeza.
A representação foi feita pela empresa O Rei do Cloro JF Indústria Química Ltda, que denunciou a falta de justificativa técnica para a unificação de produtos de naturezas completamente distintas em uma única licitação. Segundo a denúncia, essa junção indevida restringe a competitividade e fere os princípios da economicidade e da isonomia.

O Tribunal de Contas considerou o pedido plausível e determinou que o município se manifeste em cinco dias, apresentando documentos e explicações sobre o edital, além de informar se já houve contrato firmado com a empresa vencedora. A conselheira também destacou que o certame e seus resultados estão sob análise de legalidade e podem ser declarados ilegais a qualquer momento.
A gravidade da denúncia aumenta diante do fato de que o Portal da Transparência de Carapebus não possuía informações sobre a licitação, o que fere os princípios básicos de publicidade e controle social exigidos pela Lei 14.133 de 2021, a nova Lei de Licitações.
Especialistas em gestão pública classificam a situação como mais um retrato da falta de planejamento e de zelo administrativo que tem marcado a gestão Bernard Tavares. O caso expõe o descaso com a transparência e a repetição de práticas questionáveis em processos de compra pública.
Enquanto o Tribunal de Contas apura o caso, o episódio reforça a imagem de uma gestão que, em vez de eficiência e clareza, tem se notabilizado por procedimentos confusos, opacos e sujeitos a questionamentos, deixando no ar uma pergunta que ecoa nas ruas de Carapebus: quem ganha com a desorganização da máquina pública?
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