Em Teresópolis, a movimentação do prefeito Leonardo Vasconcelos deixa evidente sua estratégia para ampliar influência sobre a Câmara Municipal. No dia 2 de setembro, Edmar Ramos da Silva foi exonerado da Secretaria de Obras e Serviços Públicos e, em menos de 24 horas, já estava nomeado como diretor-geral da Casa Legislativa.
A transição relâmpago levanta questionamentos inevitáveis: trata-se de incapacidade administrativa na Prefeitura ou de uma jogada política para reforçar o controle do Executivo sobre o Legislativo?
O cargo, que garante remuneração próxima a R$ 18 mil mensais, o segundo maior salário da cidade, atrás apenas do do prefeito — reforça a percepção de que a “dança das cadeiras” em Teresópolis tem mais relação com manutenção de poder e privilégios do que com eficiência administrativa.




