Quinta-feira, Maio 7, 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
InícioRegião dos LagosChiquinho do Atacadão entra na mira da polícia após revelações em caso...

Chiquinho do Atacadão entra na mira da polícia após revelações em caso de tentativa de homicídio em Araruama

O ex-prefeito de Araruama, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, conhecido como Chiquinho do Atacadão e acumulador de diversas condenações por corrupção, passou a ser alvo de atenção das autoridades após ser citado em novos depoimentos relacionados à tentativa de homicídio contra o empresário Max Maximino Claudino dos Santos, o “Max dos Medicamentos”, ocorrida em agosto de 2024.

As suspeitas contra o ex-prefeito ganharam força após o servidor público Eduardo dos Santos Damas, atualmente preso no Presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, retificar seu depoimento anterior e denunciar uma suposta armação para desviar o foco da investigação. Em declaração formal registrada em cartório no dia 8 de julho, Eduardo afirmou que foi coagido pelo advogado Rodrigo Bach Barreto a prestar falso testemunho em troca de promessas financeiras e estabilidade no serviço público. Segundo ele, a trama foi articulada com o envolvimento direto de Chiquinho do Atacadão, identificado nos bastidores como “01”.

“Mesmo sem entender o que estava acontecendo, acabei cedendo à pressão psicológica. Rodrigo me induziu a relatar uma versão completamente fabricada, incluindo o nome do meu próprio filho como membro de um grupo de extermínio”, declarou Eduardo, referindo-se ao filho morto em confronto com a polícia.

De acordo com o novo depoimento prestado à 118ª Delegacia de Polícia (118ª DP) nesta segunda-feira, 14, Eduardo afirmou que os nomes de empresários e políticos que havia apontado como envolvidos no crime foram sugeridos por Rodrigo e Chiquinho, e que muitos deles são pessoas que ele jamais conheceu. Entre os mencionados estão os empresários Polati e Bruno Cabeção, além de policiais e vereadores da cidade.

“Tudo foi uma construção dele [Rodrigo] e de Chiquinho”, disse o servidor, agora acompanhado por sua nova advogada, Patrícia Carvalho Falcão. Ele explicou ainda que apenas três dos nomes citados nos depoimentos anteriores tinham alguma ligação com ele, sendo um vizinho, um parente por afinidade e um comerciante local. Os demais seriam completamente desconhecidos.

As revelações acendem o alerta nas autoridades e reforçam suspeitas de uma tentativa de manipulação da investigação para atingir adversários políticos e empresários ligados a contratos públicos. Também surgem indícios de envolvimento de milicianos com ramificações políticas na Câmara Municipal de Araruama.

Fontes ligadas à investigação confirmaram que a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro avaliam abrir uma nova linha de apuração para investigar possíveis crimes de coação de testemunha, falsidade ideológica, obstrução de Justiça e denunciação caluniosa, este último com pena prevista de até oito anos de prisão.

Com o avanço do inquérito, as autoridades agora buscam identificar quem participou da suposta fabricação de provas e se houve uso da máquina pública para beneficiar ilegalmente Eduardo. As novas declarações devem impulsionar medidas cautelares e pedidos judiciais nos próximos dias.

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com