Quinta-feira, Maio 7, 2026
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Polícia Federal faz operação na Região dos Lagos contra fraude de R$ 30 milhões no INSS

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a Operação Fraus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que fraudava o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O grupo atuava há mais de 10 anos e causou um prejuízo estimado de R$ 30 milhões aos cofres públicos, por meio de fraudes na concessão de Benefícios de Prestação Continuada (BPC/LOAS).

Ao todo, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Búzios (2), Cabo Frio (1), Rio de Janeiro (3), São Gonçalo (1) e Casimiro de Abreu (1). As ordens judiciais foram expedidas pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A investigação revelou que o esquema era formado por gerentes bancários, servidores públicos, correspondentes bancários e profissionais gráficos, que utilizavam acesso indevido a plataformas restritas para obter dados pessoais e protocolar requerimentos fraudulentos no sistema Meu INSS. A quadrilha também atuava para sacar, manter e reativar benefícios de maneira sistemática.

Em apenas seis meses de apuração, foram identificados 415 benefícios fraudulentos, com prejuízo direto de R$ 1.622.879,86. A Polícia Federal, no entanto, estima que o rombo total supere os R$ 30 milhões, considerando a longa duração do esquema.

Um dos principais articuladores, apelidado de “Professor” ou “Rei do Benefício”, era o responsável por treinar os comparsas nas práticas criminosas. Segundo os investigadores, o volume de fraudes era tão elevado que, em alguns casos, os criminosos não conseguiam sequer abrir as contas bancárias necessárias para receber os valores, o que levava à suspensão dos benefícios por falta de saque.

Os gerentes de bancos cooptados pela organização cobravam cerca de R$ 500 por cada conta aberta, enquanto os benefícios indevidos eram vendidos por até R$ 2.500. Em outras situações, os próprios integrantes do esquema mantinham os cartões dos beneficiários fictícios e realizavam os saques diretamente.

A operação teve início a partir de um relatório do Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Rio de Janeiro, ligado à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP). O documento apontava irregularidades na agência do INSS de Arraial do Cabo.

Os investigados poderão responder por estelionato previdenciário, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos e tentar recuperar os valores desviados.

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