O novo prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, revelou na manhã desta quarta-feira (08) um grave rombo financeiro deixado pela gestão da ex-prefeita Magdala Furtado. Segundo o atual prefeito, a administração passada teria utilizado um esquema de contratação de funcionários fantasmas para desviar recursos públicos, tanto no gabinete da ex-prefeita quanto na Secretaria de Governo, órgão centralizador das demais secretarias municipais.
De acordo com documentos apresentados por Dr. Serginho, o gabinete da ex-prefeita contratou 334 funcionários temporários, gerando um custo superior a R$ 1 milhão para os cofres públicos. Um questionamento central é onde estavam alocados esses funcionários, considerando que o gabinete tem apenas 80 metros quadrados. Para efeito de comparação, o novo prefeito declarou que seu gabinete opera atualmente com apenas quatro funcionários, com um custo total de R$ 10 mil, demonstrando um modelo de gestão mais austero e focado na responsabilidade fiscal.
Outro ponto levantado foi o pagamento irregular de 1.311 trabalhadores autônomos, que somaram mais de R$ 2,5 milhões em despesas, realizadas por meio de Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA), uma prática considerada ilegal. Dr. Serginho informou que nenhum desses trabalhadores foi mantido na atual administração devido à falta de comprovação dos serviços prestados.
Além do impacto financeiro causado pelas contratações irregulares, o prefeito destacou que servidores efetivamente ativos na administração anterior ficaram sem pagamento ao final do mandato da ex-prefeita. Em resposta, Dr. Serginho afirmou que irá priorizar o pagamento em dia dos funcionários públicos, reforçando seu compromisso com a moralização da gestão municipal.
Como parte das medidas corretivas, o prefeito anunciou a publicação da lista completa dos envolvidos no esquema e solicitou o apoio da população para denunciar irregularidades no quadro de funcionários. Também será realizado um censo do funcionalismo público para identificar e corrigir eventuais problemas na administração.
Os documentos referentes aos desvios de recursos serão encaminhados ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à Procuradoria do Município, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos e buscar a recuperação dos recursos desviados.



