O manifesto pela DEMOCRACIA deu voz a uma resistência que tem sido feita desde que o atual governo do país, ao mesmo tempo em que faz ameaças contra o processo eleitoral, exerce na prática política e na promoção da violência a sua inegável vocação autoritária. As eleições, direito que tanto lutamos para conquistar, são o momento em que essa resistência pacífica se transforma em ação, igualmente pacífica, de fazer valer a vontade do povo, que deve ser soberana.
Não é pouca coisa defender a democracia, embora seja um dever básico de consciência. Trata-se de defender o melhor que a civilização conseguiu construir em muitos séculos. Desde as formas primitivas de organização até o surgimento do Estado, a humanidade derramou muito sangue para chegar às formas mais evoluídas de mediar seus conflitos. Da força física ao poder das modernas armas tecnológicas, a guerra sempre foi a forma bruta a ser superada. E só a democracia é capaz de proporcionar essa superação.
Sem democracia, o Estado é apenas uma máquina para o domínio violento de uma minoria, o saque das riquezas da natureza e das comunidades, o extermínio dos mais vulneráveis, a promoção da injustiça e o veículo da barbárie. A democracia é a única chance de defesa dos humanos contra a agressão dos que usurpam a condição humana após trocá-la por riquezas ilegítimas e poderes espúrios.
O Brasil como nação morrerá sem democracia. É em legítima defesa da vida que resistimos. Por nós e por nossas crianças, pelo sonho de um futuro em que possamos ter paz e prosperidade. As urnas guardam a nossa esperança. A eleição é nossa liberdade de decidir. Ninguém deve ousar colocar-se acima do direito de todos. Por isso vamos às ruas, às praças, às urnas e à vida. A regressão deve ser contida. Pela democracia, valor universal. Quem a respeita e defende, vem junto.
Por Roberto Rosa, Ativista Político



