A visão curta, imediatista e gananciosa é o que inspira o esforço da bancada ruralista de passar mais uma boiadinha no Congresso: com a aprovação de um projeto de lei que vai permitir fazer represas nos rios brasileiros para irrigação de fazendas e ainda desmatar as áreas de preservação permanente e as matas ciliares desses rios para construir infraestrutura voltada à irrigação. Neste mesmo sentido, outro projeto retira o IBAMA e a ANVISA das decisões sobre licença de agrotóxicos, ficando apenas o Ministério da Agricultura com a incumbência.
No esforço para destruir políticas públicas para preservar o meio ambiente, o Senador Acyr Gurgacz (PDT – RO) que também é o relator do PL do Veneno fez requerimento para cancelar duas audiências públicas que debateram a proposta, na pressa de colocá-la em votação antes do recesso de julho do Congresso. Não há dúvidas,
O Projeto de Lei das barragens significa um verdadeiro ataque aos rios brasileiros que vai causar grandes problemas de segurança hídrica, inclusive para esses pecuaristas de vista curta. Com impacto ambiental dessa envergadura, envolvendo disponibilidade de águas para uso humano e para geração de energia, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD – MG), encaminhou o processo legislativo para que o PL só passe pela Comissão de Agricultura, de forma terminativa. A senadora Eliziane Gama (Cidadania – MA) liderou uma iniciativa para que, antes de ir à Câmara, o PL passe pelo plenário do Senado.
Essa é mais uma demonstração da importância de ter no Congresso parlamentares que são comprometidos com o bem do país e de seu povo e não apenas representantes de setores atrasados que usam os mandatos para favorecer seus negócios em prejuízo do meio ambiente e da população.
Por Roberto Rosa, Ativista Político



