O mais alto índice de mal-estar social nos últimos 10 anos foi alcançado neste governo, conforme estudo do economista João Saboia, da UFRJ. A análise dos dados mostrou que o indicador renda, a dos 20% mais pobres da população, passou de R$ 244,50 para R$ 187,50, com uma perda de 23%, quando a média geral de perda foi de 7%. A conclusão final é que há um agravamento profundo da desigualdade em nosso país.
A desigualdade contribui para o aumento da violência, da criminalidade, da queda da qualidade de vida das pessoas afetadas, aumentando ainda mais o mal-estar geral da população. A partir deste diagnóstico, o que deveria ser motivo de preocupação e compromisso dos governantes para promover políticas públicas integrais e continuadas que gerem melhorias nas condições de vida da população mais vulnerável infelizmente não está acontecendo. O pouco que vem sendo feito não foi pensado e formulado como política pública para mitigar os efeitos do flagelo social de modo estrutural e do sofrimento dos mais pobres e sim com caráter eleitoral e a toque de caixa em função da gana do atual governo em viabilizar sua reeleição.
Roberto Rosa, Ativista Político.



