“A Teologia nada mais é do que um estudo do homem sobre o próprio homem.” Feuerbach.
A crítica à metafísica perpassa por várias correntes filosóficas desde a tradução helênica do Antigo Testamento. Porém, o termo DEUS acompanha o próprio desenvolvimento social da humanidade desde seus mais primitivos registros. Há uma antropóloga que não me recordo o nome que definiu a CIVILIZAÇÃO quando se encontrar um fóssil com um fêmur curado uma vez que um animal na natureza, ao quebrar o fêmur, estará condenado à morte.
Há estudos que defendem que o que nos torna diferentes dos demais animais é a capacidade de cuidar dos doentes, processar alimentos e enterrar os mortos. Essas três características só estão presentes no ser humano, em nenhum outro ser vivo.
Essas ações de “espírito coletivo” são guiadas por uma crença em algo que não em si mesmo. Algo além da compreensão do físico, do “real”, do certo ou errado.
O chamado Contrato Social, regido por um conjunto de leis e normas que restringem a liberdade plena em nome de uma convivência social, precisa sim de algo maior do que apenas o medo da punição carnal ou cárcere social. O homem como ser, precisa temer aquilo que ele não pode tocar, alterar, transformar. E isso é chamado de DEUS! Aqui não me refiro apenas ao Deus Jeová, mas sim a todos os deuses e deusas a quem se presta crença e reverências. Até mesmo dentro do que se chama Animismo, há uma credulidade divina nos elementos físicos.
Portanto, a religião (como ópio do homem), não cabe, em si, como algo que o defina ou o destrua, mas sim, como um componente que o completa como ser social. Ateus defendem o direito de não crerem, mas jamais que as religiões sejam extintas. Em contrapartida, as próprias religiões de doutrinas antagônicas promovem guerras e a extinção dos seus incrédulos.

Por fim, religião é política e política é religião, e assim como o ópio, se usadas em excesso, causam dependência, alienação e morte.
Por Mardonio Gomes, um cidadão comum.



