O município de Porto Real entrou oficialmente na lista de cidades com repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) bloqueados pela União após pendências registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI). O levantamento foi feito com exclusividade pelo jornalista Alexy Paris e aponta que o bloqueio ocorreu no último dia 06/05/2026. Na prática, uma das principais fontes de recursos da prefeitura foi interrompida, colocando ainda mais pressão sobre a administração municipal.
A situação atinge diretamente a gestão do prefeito Alexandre Serfiotis, que agora passa a enfrentar desgaste político diante de um problema considerado grave e previsível dentro da administração pública. O bloqueio do FPM normalmente ocorre em razão de dívidas com a União, irregularidades fiscais, pendências previdenciárias ou falhas na prestação de contas — situações que revelam deficiência de controle e organização financeira.
O impacto é imediato e ameaça áreas essenciais como saúde, educação, assistência social, manutenção de contratos e pagamento de fornecedores. Sem os repasses federais, aumenta o risco de atrasos e comprometimento de serviços básicos oferecidos à população.
Nos bastidores políticos de Porto Real, o episódio também reforçou críticas antigas sobre a forma como a prefeitura vem sendo conduzida. Adversários políticos e setores da própria cidade acusam a atual gestão de agir com excessiva centralização familiar e de transformar setores estratégicos do governo em espaços de influência política e interesses particulares.

As críticas ganham ainda mais peso diante de comentários recorrentes envolvendo supostos grupos de lobby ligados ao entorno político da administração municipal, principalmente em áreas relacionadas à saúde pública e contratos milionários em municípios do estado do Rio de Janeiro. O assunto já circula nos bastidores da política regional e levanta questionamentos sobre influência, articulações e interesses por trás de negociações públicas.
O bloqueio do FPM expõe não apenas uma dificuldade técnica, mas uma crise administrativa que amplia o desgaste do governo municipal. Enquanto a prefeitura ainda não apresentou publicamente um plano claro para regularizar a situação, moradores acompanham com preocupação os desdobramentos de uma gestão cada vez mais pressionada por críticas, denúncias políticas e desconfiança sobre a condução da máquina pública.




