Minha formação escolar profissional é administração de empresas, mas como sempre gostei de contato com pessoas, me especializei na área comercial, com foco em vendas, atendimento e marketing. Tive a oportunidade de trabalhar em grandes empresas e marcas.
Há 13 anos desenvolvo trabalhos junto ao mercado imobiliário, hoje possuo um pequeno escritório de negócios imobiliários e dentro da atividade tenho estudado a respeito dos fundos de investimentos imobiliários. O mercado financeiro pode ser subdividido em quatro partes: Ações, Obrigações, Derivativos e Balcão. É um mercado que permite que os investidores comprem ou vendam participações societárias em empresas de capital aberto através de uma plataforma muito prática chamada de home broker e de casa ou através do seu agente financeiro você pode operar no mercado.
Diz um bordão popular: “Se não tem as manhas não entra não, sem a instrução de um profissional”. Cheio de termos técnicos em inglês e pegadinhas, trabalham o imaginário da riqueza e para isso seduzem, criando muitas vezes a falsa sensação de sucesso rápido e fácil. Fiz esse prefácio para falar um pouco sobre o MERCADO e da maior fraude que o mercado assiste: “AS LOJAS AMERICANAS”. Um golpe planejado, arquitetado e executado no mínimo há 15 anos, que um dia iria explodir e EXPLODIU. É o maior escândalo da história do moderno mercado de capitais brasileiro.
Durante anos, uma das campeãs da Bolsa de Valores B3, as Americanas, esconderam um passivo que, segundo as últimas atualizações, chegou a R$ 40 bilhões. E tudo sob a tutela dos três maiores bilionários do país, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, da 3G Capital, que se tornaram, nas últimas décadas, o símbolo máximo do capitalismo financeiro no país. O patrimônio deles dizem beira os 300 bilhões e agora querem socializar o rombo entre os quase 200 mil acionistas, fornecedores e trabalhadores. ao longo da sua existência as lojas americanas quebraram vários pequenos e micro empresários, compravam por x reais e vendiam pela metade, depois não pagavam os fornecedores, existem vários processos na justiça sobre isso. Assim captavam recursos, manipulavam balanços com a cumplicidade da consultoria e da fiscalização da CVM, assim as ações subiam. Uma bola de neve que foi virando uma avalanche.
ACúmplices envolvidos: executivos da empresa, CEO e a empresa que fez auditoria das Lojas Americanas é a mesma que recomendou privatização da Eletrobrás. Balanço fraudulento que abriu portas para privatização da estatal foi assinado pela PwC, uma das gigantes globais de consultoria e auditoria. No que eles apostam ????? na permissividade da justiça, que no caso do MERCADO FINANCEIRO é corporativa, pois muitos membros do judiciário tem ligações com empresas. O juiz Paulo Assed Estefan nomeou administradores judiciais para as Americanas antes mesmo de um pedido de recuperação judicial ser apresentado, liminarmente, e sem qualquer pedido das partes envolvidas, o juiz da 4ª Vara Empresarial do Rio escolheu os advogados Bruno Rezende e Sergio Zveiter para cuidar do caso. Justificou a medida citando a “gravidade e relevância econômica e de mercado” da companhia, a “crise de confiança” criada com o rombo e o “reflexo sistemático de toda a cadeia produtiva de uma das maiores varejistas do país”. O ato de Assed foi considerado pouco usual por especialistas em recuperação judicial. Eles afirmaram ser ilegal nomear administradores antes do pedido de recuperação judicial, ainda mais sem pedido das partes, e numa decisão provisória. Bruno Rezende é sócio de Wagner Madruga do Nascimento que promovia reuniões entre promotores fluminenses e grandes empresários para operar em processos de recuperação judicial. Madruga é filho do desembargador Ferdinaldo do Nascimento, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Sergio Zveiter, que foi deputado federal, pertence a uma das famílias mais poderosas e tradicionais do Direito fluminense. Seu irmão, Luiz Zveiter, é o desembargador mais influente do estado tanto que tentou subverter as regras para presidir o TJRJ uma terceira vez, mas foi barrado pelo Supremo Tribunal Federal.
Nesse escândalo, já conseguiram barrar as execuções dos credores. Portanto amigos é uma grande fraude que envolve vários personagens, não só do MERCADO, da JUSTIÇA e da POLÍTICA. Um grupo já está entrando na justiça americana, pois também envolveu investimentos nos EUA, para assim não deixar os criminosos de colarinho branco ficarem impunes como em outros vários casos aqui no Brasil. Tem que pedir o bloqueio dos bens, senão vai tudo parar em paraíso fiscal. E os trabalhadores ? pelo menos tem os sindicatos para brigar por eles. Não acredito que as lojas americanas resistam a essa avalanche criminosa. E a mídia também corporativa irá se calar ? Vão abrir mão do anúncio da Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella ? E o MERCADO vai se calar, ou só vai gritar quando o governo der R$50,00 de aumento no mínimo para os pobres ?
Roberto Rosa, Ativista Político



