Terça-feira, Maio 12, 2026
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Nada é tão ruim que não possa piorar

As manchetes dos noticiários e blogs locais poderiam ter marcado de forma positiva a semana de Cabo Frio. Mas não foi bem assim. A semana foi marcada por denúncias de extorsão a turistas por cobrança abusiva de mesas e cadeiras nas praias, acidentes com vítimas fatais, colapso no trânsito, estrutura zero de segurança, invasão de flanelinhas, esquema de rachadinha na Consercaf e um atabalhoado e inapto e despreparado receptivo do primeiro navio de cruzeiro na cidade. Como se não bastasse, a imagem que marcou a semana até a tarde deste sábado, foi a cena deprimente da roda gigante do Cabofolia. 

O abismo de governança é tamanho ao ponto da vice-prefeita eleita, que parece fazer um governo paralelo em Tamoios, ganhar mais protagonismo na mídia do que a cúpula inteira do primeiro distrito. 

Cabo Frio virou destaque, superando Guarapari como o destino mais barato para o mineiro neste verão. Segundo um site de notícias da região, até opções de quentinhas para almoço na praia foram divulgadas aos visitantes. Não era essa a Cabo Frio que queríamos e nem é essa a que merecemos. 

Não adianta tentar espalhar manta asfáltica pelas vias da cidade e deixar creches e escolas caindo aos pedaços. Não adianta pagar 18 milhões de Reais a uma empreiteira para reforma de escolas e deixar as periferias abandonadas com cenas de tiroteios entre facções da capital, ruas destruídas, comércio agonizante e nenhuma esperança de futuro. 

Da mesma forma que não adianta criar um roteiro fictício para turistas estrangeiros apenas para produzir fotos para mídia da prefeitura, pois tiveram que ser escoltados pelo ROMU por falta de segurança e risco de assalto, e abandonar o morador e o turista real à própria sorte.

Fica o retrato do que o visitante acha de Cabo Frio traduzido no que a cidade realmente se tornou na cabine da roda gigante do Cabofolia. É exatamente assim que se traduz Cabo Frio hoje: um prostíbulo sem dono. Pobre cidade rica!

Por Mardônio Gomes

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