A Câmara Municipal de Cabo Frio retomou os trabalhos legislativos em clima de forte tensão após o recesso parlamentar. O ambiente político, que até então aparentava certa harmonia sob o discurso de reconstrução do município, mostra sinais claros de desgaste e insatisfação, especialmente entre os próprios vereadores da base de Dr. Serginho.
Nos bastidores, é notório o descontentamento da maioria dos parlamentares com o presidente da Casa, Vaguinho, e também com o atual chefe do Poder Executivo. Apesar dos gestos de diálogo por parte do prefeito, o tratamento dispensado aos vereadores tem sido alvo de críticas. O famoso “chá de cadeira” e o “café gelado” oferecidos àqueles que peregrinam, de pires na mão, em busca de respostas na Secretaria de Governo e até mesmo no gabinete de Serginho, têm minado a paciência dos aliados.
O retrato do momento é de um Legislativo inquieto, com preocupação quanto à perda de autonomia da Casa, onde ninguém quer falar de 2026 antes de resolver os entraves e feridas abertas em 2025. A temperatura dos debates indica que, se o caldo entornar de vez, a crise pode atingir diretamente o secretariado e provocar mudanças profundas na configuração da política cabo-friense, que já começa a desenhar a sucessão de 2028.
Um grupo de sete vereadores tem se reunido a portas fechadas para avaliações e possíveis ações visando retomar a autonomia do Poder Legislativo, hoje considerado um puxadinho do Poder Executivo.




