Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Programa ‘Macaé Reproduza+’ ultrapassa marca de 6 mil vacas inseminadas e fortalece pecuária do município

O programa “Macaé Reproduza+”, desenvolvido pela Prefeitura de Macaé por meio da Secretaria Municipal de Agroeconomia, já alcançou a marca de mais de 6 mil vacas inseminadas desde o início das atividades, em fevereiro deste ano. A iniciativa, inédita no Estado do Rio de Janeiro, oferece gratuitamente aos produtores rurais assistência técnica especializada e todo o processo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), com o objetivo de melhorar a qualidade genética do rebanho e aumentar a produção de leite e carne no município.

Nesta sexta-feira (3), mais 150 vacas foram inseminadas na Fazenda Vitória, localizada em Córrego do Ouro, na região serrana do município. A expectativa é que o programa realize a avaliação de aproximadamente 21.400 animais até o início do próximo ano. A estimativa é que a adoção da técnica possibilite um aumento de 25% ou mais na produção de leite ao longo de um ciclo produtivo.

Além da inseminação, o diferencial do “Macaé Reproduza+” está no acompanhamento técnico oferecido durante todas as etapas do processo. A metodologia utiliza sêmen bovino importado da Nova Zelândia, além de material genético de animais da raça Nelore e de outras raças nacionais, selecionados de acordo com as características e necessidades de cada propriedade.

A execução do programa é realizada pela empresa A3M Soluções Rurais, cuja equipe especializada realiza visitas às propriedades para avaliação dos animais, exames clínicos e execução dos protocolos reprodutivos.

Para participar, os pecuaristas precisam estar cadastrados na Secretaria Municipal de Agroeconomia. Atualmente, cerca de 800 produtores rurais, entre pequenos e médios, integram o cadastro municipal. Após a adesão, as propriedades passam a receber acompanhamento sistemático da equipe técnica.

Segundo o Secretário Municipal de Agroeconomia, Carlos Paes, o programa representa um avanço nas políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural.


“Estamos na vanguarda. Com este programa, temos um mapeamento das propriedades rurais com o olhar de uma equipe técnica. São acompanhadas a qualidade da pastagem e do rebanho. Desta forma, fazemos uma política pública mais direcionada. Através deste programa, temos um rebanho de alta qualidade. Isso tende a controlar doenças e aumentar a produtividade. É um programa inédito no Estado do Rio”, destacou.

O Secretário também ressaltou os impactos econômicos da iniciativa.

“Esse projeto agrega valor genético ao rebanho, e a qualidade tende a crescer de geração em geração. É uma grande oportunidade para os produtores rurais de Macaé produzirem mais leite e mais carne com maior eficiência. Além disso, incentiva o acesso a novas tecnologias e contribui para ampliar a renda das famílias que vivem da atividade rural”, afirmou.

O técnico agrícola Matheus Michel Abílio explica que todos os animais passam por avaliação antes da inseminação.

“Caso o animal seja considerado apto, a inseminação é realizada. Se não houver fecundação, o processo é repetido, sendo comum que algumas vacas necessitem de até duas tentativas. Além do melhoramento genético, o programa fortalece toda a cadeia produtiva do leite, promovendo maior produtividade com acompanhamento técnico especializado”, explicou.

Já o médico veterinário Rafael Rossi Rohlfs destaca que a inseminação artificial proporciona maior eficiência reprodutiva em comparação à monta natural.

“O sêmen é depositado diretamente no útero, reduzindo o percurso até a fecundação e aumentando a eficiência do processo. A técnica exige precisão e sincronização, por isso o cumprimento rigoroso do protocolo é fundamental para o sucesso da inseminação”, explicou.

O protocolo adotado é o da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), que sincroniza o ciclo reprodutivo das vacas por meio da utilização de hormônios específicos e da programação da inseminação no momento ideal da ovulação.

De acordo com a equipe técnica, as taxas de prenhez variam conforme fatores como manejo, bem-estar animal e nutrição do rebanho. Em condições adequadas, os índices de sucesso ficam entre 40% e 70%, podendo ultrapassar 75% em propriedades com excelente manejo nutricional e sanitário.

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