O município de Belford Roxo acaba de sofrer bloqueio no repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Segundo levantamento feito com exclusividade pelo jornalista Alexy Paris, o bloqueio ocorreu nesta segunda-feira (29), colocando o município da Baixada Fluminense no Muro da Vergonha, logo após a condenação do braço direito do ex-prefeito do município, Márcio Canella. Dudu Magalhães foi condenado a 100 anos de prisão por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes comprovadas em 26 contratos da administração pública do município.
O bloqueio ocorreu após o inadimplemento de obrigações do município junto à União, ou seja, pendências registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI). O levantamento aponta que o bloqueio ocorreu no último dia 29/06/2026. Na prática, uma das principais fontes de recursos da prefeitura foi interrompida, colocando ainda mais pressão sobre a administração municipal.

A situação atinge diretamente a gestão da atual prefeita, Mariana Malta, que assumiu a prefeitura em abril deste ano, no lugar de Márcio Canella, que busca uma vaga no Senado ao lado de Flávio Bolsonaro. O bloqueio do FPM normalmente ocorre em razão de dívidas com a União, irregularidades fiscais, pendências previdenciárias ou falhas na prestação de contas — situações que revelam deficiência de controle e organização financeira.
O impacto é imediato e ameaça áreas essenciais como saúde, educação, assistência social, manutenção de contratos e pagamento de fornecedores. Sem os repasses federais, aumenta o risco de atrasos e do comprometimento dos serviços básicos oferecidos à população.
Nos bastidores políticos de Belford Roxo, o episódio mostra que a cidade está desgovernada e que foi abandonada pelo prefeito eleito em 2024, Márcio Canella, que, por sede de poder, tenta um cargo para garantir oito anos de imunidade e escapar dos acertos que terá de fazer com a Justiça, já que lhe são imputados fatos de enorme gravidade ao lado de outros correligionários do União Brasil. Adversários políticos e setores da própria cidade acusam a atual gestão de agir com excessiva centralização familiar e de transformar setores estratégicos do governo em espaços de influência política e interesses particulares.
O bloqueio do FPM expõe não apenas uma dificuldade técnica, mas uma crise administrativa que amplia o desgaste do governo municipal, que precisa explicar onde está aplicando cerca de R$ 1.708.855.000,00 (um bilhão, setecentos e oito milhões, oitocentos e cinquenta e cinco mil reais), previstos para o orçamento de 2026, segundo a LOA aprovada pela Lei nº 1.675, de 22 de dezembro de 2025. Ao que parece, o ex-prefeito Márcio Canella e seu grupo vêm demonstrando pouca ou nenhuma responsabilidade ou compromisso com o município de Belford Roxo.





