Quarta-feira, Junho 24, 2026
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EXCLUSIVO: Alexandra Codeço confirma construção da Casa da Mulher em Cabo Frio ainda este ano

A rede de proteção e acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica em Cabo Frio ganhará um reforço histórico e definitivo. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem do Cabo Frio em Foco, a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Alexandra Codeço, confirmou que o município ganhará o seu próprio complexo integrado da Casa da Mulher ainda este ano.

O anúncio marca uma virada crucial nas políticas de segurança e assistência social do município, resolvendo um gargalo histórico no atendimento de emergência a mulheres em situação de vulnerabilidade e risco iminente de feminicídio.

Atualmente, quando uma mulher em situação de violência é resgatada e precisa ser retirada imediatamente de casa para salvar sua vida, o município enfrenta dificuldades estruturais. Sem um alojamento de passagem próprio para essa finalidade, essas mulheres acabam sendo encaminhadas para a Casa de Passagem convencional da cidade. O problema é que o espaço foi criado originalmente para acolher outras demandas da assistência social e, por muitas vezes, sofre com a falta de vagas disponíveis.

Para solucionar essa demanda urgente, Alexandra Codeço revelou que a nova unidade funcionará como um complexo completo. A ideia é agregar diferentes forças de segurança e apoio em um único espaço físico. A Secretaria já está em fase avançada de negociação para integrar ao mesmo endereço a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e o Centro de Atendimento Especializado à Mulher (CEAM). O objetivo é oferecer suporte psicológico, social e jurídico imediato, garantindo abrigo seguro para que a vítima não precise retornar ao lar do agressor, evitando diretamente potenciais casos de feminicídio.

O que é a Casa da Mulher e o cenário na Região dos Lagos

O conceito da Casa da Mulher surgiu como uma estratégia do Governo Federal para unificar as portas de entrada dos serviços especializados de atendimento às mulheres. Em vez de fazer com que a vítima, já fragilizada, transite por diferentes bairros e órgãos públicos para conseguir registrar uma ocorrência, fazer exames, pedir uma medida protetiva e buscar abrigo, o programa concentra tudo no mesmo teto: delegacia, juizado, defensoria, equipe psicossocial e alojamento temporário de até 48 horas.

No Estado do Rio de Janeiro, o modelo ganha força com as obras da primeira grande Casa da Mulher Brasileira da capital entrando em reta final no bairro de São Cristóvão. Já na Região dos Lagos, a cobertura desse tipo de equipamento integrado ainda é escassa, sendo Armação dos Búzios a única cidade que dispõe do equipamento, com a Casa da Mulher Buziana em bairros como Rasa e Cem Braças. Por isso, o anúncio da Casa da Mulher Cabo-friense se torna ainda mais relevante.

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