O conhecido casal Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, o “Chiquinho da Educação”, e sua esposa, a ex-prefeita Lívia de Chiquinho, que já governaram a cidade de Araruama, acumulam hoje um histórico impressionante de investigações e condenações relacionadas a crimes contra o dinheiro público.
Com o avanço das ações da Justiça, ambos perderam os direitos políticos. Isso significa que os dois são considerados “ficha suja” e estão impedidos pela legislação de se candidatarem ou disputarem qualquer eleição.
Chiquinho da Educação carrega uma extensa lista de processos cíveis e cobranças judiciais, além de ter suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Seu histórico também registra, há quase uma década, envolvimento em conflitos públicos e acusações relacionadas a crimes contra a honra, como calúnia e difamação.
Além disso, ele é investigado por supostos crimes graves, incluindo corrupção, participação em organização criminosa e fraude em licitações, prática que consiste em manipular processos de contratação pública para favorecer determinadas empresas em contratos com a prefeitura.
A ex-prefeita Lívia de Chiquinho também possui um histórico marcado por questionamentos judiciais. Suas contas foram rejeitadas em razão de irregularidades apontadas em processos relacionados à gestão pública e ao uso de recursos municipais.
Assim como o marido, o nome de Lívia aparece em registros de ocorrência envolvendo acusações de ofensas, ameaças e xingamentos contra terceiros. Relatórios policiais também indicam que ela foi chamada a prestar esclarecimentos como testemunha em investigações relacionadas a supostos esquemas de desvio de bens públicos e falsificação de dados em sistemas administrativos.
As denúncias e investigações envolvendo o casal, somadas às acusações de influência conjunta sobre a administração municipal, transformaram sua trajetória política em um dos episódios mais controversos da história recente da Região dos Lagos.




