Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher de São Pedro da Aldeia (CEAM Daiana Borges) promoveu uma palestra no Colégio Estadual Dr. Feliciano Sodré, no Centro. A ação, realizada na quarta-feira (04/03), reuniu 25 alunos do 3º ano do Ensino Médio.

O encontro apresentou o funcionamento do CEAM aldeense e relembrou a história de Daiana Borges, enfermeira assassinada pelo ex-namorado em 2015, que dá nome ao centro e simboliza a luta pelo enfrentamento à violência contra a mulher. A palestra abordou o contexto histórico do Dia da Mulher, o ciclo da violência doméstica e os mecanismos legais de proteção, como a Lei Maria da Penha. Ao final, os alunos participaram de uma dinâmica de reflexão sobre igualdade e respeito entre os gêneros.
A coordenadora do CEAM Daiana Borges, Luciana Oliveira, falou sobre a importância da iniciativa. “Este foi um momento importante para elucidarmos algumas questões em relação ao 8 de março, para não lembrarmos apenas de dar flores e, sim, enfatizar a questão da luta sobre direitos. Além disso, ressaltamos a importância da equipe do CEAM no município para que, quando eles estiverem no mercado de trabalho e se depararem com esse tipo de situação, saibam como encaminhar”, pontuou.

A professora de Química da unidade, Simone Cristina Borges, ressaltou a importância do diálogo com os estudantes. “É muito importante ter este tipo de interação, por tudo que as mulheres estão passando. É sempre bom a gente começar a falar com os meninos mesmo, ainda estão com a cabeça mais leve para aprenderem sobre o tema”, destacou.
Segundo a orientadora educacional, Daniele Cosentino, a palestra foi um momento importante de conscientização. “Precisamos conscientizar nossos alunos sobre os tipos de violência que vão além da física, como a patrimonial e a psicológica. A palestra trouxe um conteúdo para todos os gêneros, pois precisamos formar meninos que se tornarão homens que conseguem respeitar o espaço da mulher”, afirmou.
Para a aluna Emanuelle Marinho, de 17 anos, a iniciativa trouxe informação e fortalecimento. “Achei interessante porque é muito importante a gente ter esses conhecimentos. Hoje em dia, infelizmente, a mulher é vista na sociedade como fraca e como um objeto, então essas palestras são muito importantes para que a gente possa ver o quão importante a gente é, o quanto forte a gente é”, declarou.



