A Câmara Municipal de Petrópolis, presidida por Júnior Coruja (PSD), está sob os holofotes do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE RJ) após denúncias de fraude e direcionamento em uma licitação de R$ 884 mil para fornecimento de vales refeição a servidores.
O Pregão Presencial nº 004/2025 traz uma série de exigências ilegais e restritivas, que segundo denúncia formal da empresa Mega Vale Administradora de Cartões e Serviços Ltda.,que o jornalísta Alexy Paris teve acesso com exclusividade, limitam a concorrência e favorecem empresas específicas. O documento aponta manobras claras de direcionamento, incluindo a imposição de cartões digitais, índice de endividamento inatingível (≤ 0,50), rede credenciada prévia e pagamento pós pago, prática proibida por lei federal.

A denúncia foi acatada pelo TCE RJ, que abriu o Processo nº 236.577/2025 para apurar o caso. Em decisão desta terça feira (8), a conselheira substituta Andrea Siqueira Martins determinou a oitiva urgente da Câmara, citando “fortes indícios de ilegalidades e afronta à Lei 14.133/2021”, a nova Lei de Licitações.
O caso expõe o completo descompromisso da gestão de Júnior Coruja com a transparência e reacende suspeitas de uso político do dinheiro público. Em meio à crise social que assola o município, a Câmara destina quase R$ 900 mil a um benefício interno enquanto 19.761 famílias petropolitanas, na pobreza e sobrevivem com ajuda do Bolsa Família, cujo valor médio é de R$ 661,58, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social do Governo Federal.
A diferença é gritante e vergonhosa. Enquanto milhares de famílias lutam para colocar comida na mesa, o Legislativo local se envolve em mais um escândalo de má gestão e possíveis fraudes, sob o comando de um presidente cada vez mais questionado.
O TCE RJ já iniciou análise técnica e jurídica do edital, e o caso pode evoluir para investigação formal e eventual responsabilização de gestores e servidores. Até lá, cresce a pressão polític sobre Júnior Coruja e toda mesa diretora da CÂmara de Petrópolis, que mergulham em mais uma crise envolvendo dinheiro da população de Petrópolis.
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