A ex-prefeita de Araruama, Lívia Soares Bello da Silva, conhecida como Lívia de Chiquinho, foi obrigada a desembolsar do próprio bolso uma multa imposta pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) após ser condenada por irregularidades em um processo licitatório durante sua gestão.
A penalidade, no valor de 5.000 UFIR-RJ (R$ 17.775,00 à época), foi aplicada em 2020 depois que o TCE constatou que a ex-prefeita promoveu uma licitação recheada de cláusulas restritivas à competitividade, manobra típica de quem tenta direcionar contratos e fechar portas para concorrentes. O caso correu em cobrança executiva e, somente em julho deste ano, Lívia apresentou a quitação do débito, homologada pelo conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento em decisão publicada no último dia 12 de setembrodocumento.
Embora tenha finalmente pago a conta, a multa é apenas mais um episódio que expõe o legado nebuloso e manchado de escândalos de sua passagem pela Prefeitura de Araruama. Lívia, que sempre governou sob a sombra e os comandos de seu marido, o ex-prefeito e condenado por corrupção, Chiquinho do Atacadão, deixou atrás de si uma gestão conturbada, recheada de denúncias e marcada por práticas questionáveis de poder.
O pagamento da multa não apaga o passado. Ao contrário: reforça a percepção de que a ex-prefeita integrou uma administração que atuava à margem da transparência e do interesse público. E ao que tudo indica, Lívia de Chiquinho ainda terá muito a explicar sobre os atos cometidos enquanto a cidade era controlada pelos interesses de seu chefe político multicondenado por corrupção.



