Terça-feira, Maio 12, 2026
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FOTOS: Imóvel invadido no bairro Itajurú em Cabo Frio vira ponto de encontro de homens e mulheres, festas e uso de drogas

O que deveria ser um espaço público voltado ao acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade se transformou em um verdadeiro ponto de desordem no bairro Itajurú, em Cabo Frio. Imagens exclusivas obtidas pelo Portal Cabo Frio em Foco escancaram a realidade dentro do imóvel ocupado de forma irregular pelo autointitulado Movimento de Mulheres Olga Benário. Sob a fachada de um projeto social chamado “Casa de Referência Inês Etienne Romeu”, o que se vê são festas, consumo de bebidas alcoólicas, música alta, entrada constante de homens e, segundo relatos de moradores, até uso de entorpecentes.

A movimentação é intensa em dias alternados e o barulho passou a ser rotina para quem vive nas imediações. Vídeos gravados por vizinhos mostram rodas de samba, pagode e confraternizações regadas a álcool, tudo isso dentro de um imóvel que deveria ser voltado à proteção e assistência de mulheres. “O que era pra ser um espaço de acolhimento virou ponto de baderna”, afirmou uma moradora, indignada com o cenário.

A Prefeitura de Cabo Frio confirma que a ocupação é completamente irregular, sem qualquer autorização ou termo de permissão de uso. O imóvel foi desapropriado legalmente pela gestão do ex-prefeito José Bonifácio (PDT) para a ampliação da área de preservação da Fonte do Itajuru, com destinação pública e social devidamente prevista em decreto.

A Justiça já autorizou a reintegração de posse, reconhecendo o direito do Município sobre o espaço. A desocupação será essencial para que o local cumpra, de fato, o seu propósito: abrigar equipamentos públicos voltados à saúde da terceira idade, ao acolhimento digno da mulher e à criação de espaços de lazer para crianças e idosos e não para festas clandestinas e desvio de finalidade sob o disfarce de uma ação social.

A farsa está exposta, e o poder público agora tem respaldo legal para retomar o que é da população. O que se espera é que o imóvel volte a cumprir seu papel: servir à coletividade e não ser usado como esconderijo para desmandos.

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