O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está articulando uma complexa reconfiguração política para viabilizar a candidatura de seu aliado, Rodrigo Bacellar (União Brasil), à sucessão estadual em 2026. A estratégia envolve a renúncia de Castro ao cargo, permitindo que Bacellar assuma o governo e dispute a reeleição no cargo, o que lhe conferiria maior visibilidade e estrutura política.
Para que isso ocorra, é necessário que o atual vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), aceite uma indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), abrindo caminho para que Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), assuma o governo. A vaga no TCE será aberta com a aposentadoria compulsória do conselheiro José Maurício Nolasco, que completará 75 anos em breve.
Essa movimentação política, conhecida como “dança das cadeiras”, visa fortalecer a base aliada de Castro e garantir a continuidade de seu grupo político no poder. No entanto, a efetivação do plano depende da aceitação de Pampolha à proposta, o que ainda está sendo negociado.
A articulação reflete a complexidade das alianças políticas no estado e a busca por estratégias que assegurem a permanência de determinados grupos no comando do Executivo fluminense.



