Terça-feira, Maio 12, 2026
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Orquestra Popular de Macaé celebra 122 anos de nascimento de Benedicto Lacerda

Com um repertório de sambas, choros e maxixes do início do século XX, obras que formaram as bases da música brasileira, se apresentou nesta quarta-feira (12) a Orquestra Popular de Macaé (OPM), no Centro da cidade, em homenagem a Benedicto Lacerda. O repertório foi exclusivo de arranjos do Pixinguinha, um dos principais parceiros musicais de Benedicto. Na sexta-feira (14) será celebrado os 122 anos de nascimento do ícone da cultura brasileira.

Participaram da apresentação desta quarta-feira cerca de dez músicos, entre professores e alunos da Emart.

“A contribuição de Benedicto Lacerda para a música brasileira vai além da própria música. Benedicto foi um dos pioneiros na luta dos músicos por direitos autorais, o que permitiria a profissionalização do músico e do compositor de música popular”, avaliou o maestro Bruno Py, regente da Orquestra Popular de Macaé.

Segundo o regente, o papel fundamental do projeto é o resgate cultural através de um repertório de músicas e gêneros musicais que dificilmente seriam lembrados nos dias de hoje.

“Fazemos esse trabalho pensando nos alunos da Emart e na população macaense em geral”, contou.

Bruno Py analisou que o repertório do Benedito é baseado no choro e no samba.

“Ele, como exímio flautista, sempre valorizou as melodias e os contracantos nos seus arranjos, principalmente durante sua parceria com Pixinguinha”, disse, citando que nas releituras da Orquestra desses arranjos, há a preservação desses elementos em primeiro plano, ao mesmo tempo em que a Orquestra insere timbres incomuns nas formações tradicionais de grupos de choro, como o contrabaixo elétrico, guitarra e teclado.

A Secretária de Cultura Waleska Freire destacou a importância da apresentação da Orquestra Popular de Macaé em local público.

“Hoje, celebramos a rica tradição musical que o Brasil nos oferece e a relevância de Benedicto Lacerda, que encantou com sua arte e lutou pela valorização dos direitos dos músicos. Eventos como este fortalecem nossa identidade cultural e ressaltam o papel fundamental da música na formação da nossa sociedade”, assinalou.

Adete de Souza, de 50 anos, estava passando na rua quando foi surpreendida com o som do espetáculo e resolveu assistir.

“Está sendo uma experiência emocionante aqui em frente ao teatro. É maravilhoso ver músicos honrando esses grandes mestres” afirmou Adete, citando a energia da Orquestra.

José Luiz Nunes, 19 anos, foi à apresentação com o amigo Caíque Oliveira, de 18 anos.

“O repertório mostrou a riqueza da nossa música brasileira”, disseram.

Também na Cultura, no Solar dos Mellos, foi promovido nesta quarta-feira o Cinema Comentado, com “Memória e Resistência”. O Cinema Comentado volta dias 19 e 26 às 18h30. No dia 17, Expo Retratos de Mulheres Macaenses de Ulysses Filho. Dia 21, Café Literário pelo Dia Internacional da Poesia com poetas macaenses e dia 27, Quintas no Museu.


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