Em entrevista ao GLOBO, chefe da Divisão de Repressão a Crimes Eleitorais, Fabricio Martins Rocha, fala sobre investigações da corporação
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nullDelegado Fabrício Martins Rocha em audiência na Câmara dos Deputados — Foto: Agência Câmara
Chefe da Divisão de Repressão a Crimes Eleitorais da Polícia Federal, o delegado Fabricio Martins Rocha afirma que uma das principais missões deste ano é “identificar e coibir” o patrocínio de candidatos pelo crime organizado. Em entrevista ao GLOBO, ele afirmou que esse fenômeno quebra a paridade de armas e afeta o processo democrático.
A Polícia Federal vem atuando em parceria com a Justiça Eleitoral para barrar candidaturas financiadas por facções criminosas e milícias. Segundo ele, isso já é uma realidade de “eleições pretéritas” que atinge todo o país. Os investigadores vão se debruçar sobre o financiamento de criminosos a candidatos.
O delegado também disse que um dos novos desafios da PF será combater a disseminação e a produção de fake news com uso de inteligência artificial (IA). Em fevereiro, a PF deflagrou uma operação no Amazonas que identificou empresas de marketing por trás da produção de um áudio falso atribuído ao prefeito de Manaus.
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A PF mantém ao todo 1.586 inquéritos por crimes eleitorais instaurados entre agosto de 2023 e o mesmo mês de 2024. A maioria se refere à omissão ou falsidade na declaração de informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como o caixa dois; desvio de recursos do fundo eleitoral; e oferecer dinheiro ou bem em troca votos.
* Informações retiradas do portal de notícias Extra



