Terça-feira, Maio 12, 2026
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Médico legista não teria identificado sinais de violência sexual em criança morta em Cabo Frio

Delegado informou que, apesar disso, é necessário o resultado do exame para ter certeza da causa da morte

O caso onde uma criança de quase três anos morreu sob suspeita de violência sexual nesta segunda-feira (29) em Cabo Frio teve uma reviravolta nesta terça-feira (30). 

Durante atendimento da criança, que já chegou sem vida no Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos (HMOCS), no Jardim Esperança, a  médica teria identificado lesões anal e vaginal no corpo. Contudo, ao RC24h, o delegado Alessandro Gabri informou que o “perito legista, durante a necropsia, não encontrou qualquer vestígio que indicasse crime sexual ou outra forma de violência”. 

Ele explicou também que “não havia lesões na genitália, períneo ou região anal e que no exame interno do cadáver (…), o que afasta a princípio a suspeita de morte violenta que teria sido levantada pela médica que atendeu a vítima no hospital”. 

Gabri pontuou, ainda, que “dos termos de declaração do pai e irmão que cuidava da menina no momento em que ela foi levada ao hospital, não se extraiu evidência de crime sexual ou outra violência”.

Exames laboratoriais serão feitos a partir de coletas realizadas no cadáver com vistas a verificar presença de DNA estranho ao da vítima. O delegado solicitou urgência no resultado, que deve sair em dez dias. As investigações continuam.

Entenda o caso

Uma criança de 2 anos e 11 meses morreu na tarde desta segunda-feira (29) com suspeita de violência sexual. A menina foi levada por familiares ao Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, no bairro Jardim Esperança, em  Cabo Frio, mas já estava em óbito.

Segundo a prefeitura de  Cabo Frio, a gestão tomou as medidas cabíveis, acionando os órgãos responsáveis e encaminhando o corpo da criança para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por perícia para definir a causa da morte.

O pai e um irmão da criança, que a levaram ao hospital, foram ouvidos na 126ª Delegacia de Polícia (126ª DP). A ocorrência foi registrada na 127ª DP de Búzios, Central de Flagrantes do dia e segue sob investigação.

A médica, durante atendimento, teria identificado lesões anal e vaginal no corpo.

Diante das supostas feridas, que não aparentavam terem sido causadas nesta segunda-feira, a médica acionou as autoridades. A guarnição da Polícia Militar conduziu o pai e o irmão para a delegacia, onde prestaram depoimentos. 

Durante o depoimento, Gabri afirma que os responsáveis pela vítima teriam alegado surpresa ao tomar conhecimento da suposta violência sexual.

* Informações tiradas do portal RC24H

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