CABO FRIO – O Rombo que se encontra nas contas públicas de Cabo Frio não é fruto do acaso, mas produto de um esquema e compadrios de supostos adversários que sempre estiveram unidos por seus interesses pessoais e projetos de poder que resultaram em graves prejuízos aos cofres públicos municipais e perdas irreparáveis de serviços públicos que nunca chegaram a população cabo-friense.

A denúncia revelada na última quinta-feira (03) pelo Vereador Roberto Jesus ( MDB), escancara o que há de mais podre na política de Cabo Frio. Tudo começou em 2012 no Mandato do Prefeito Marquinhos Mendes (2008 – 2012) que se aproveitou do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal que destinava recursos federais para Projetos Municipais. No convênio , Marquinhos aderiu ao Projeto CEU – Centro de Esporte e Cultura com dimensões de 3000 m² ao custo de R$ 2.020.000,00. Marquinhos Mendes recebeu R$: 21.950,00 para fazer adaptação da planta do Projeto que seria construído no Bairro Reserva do Peró. O ex-prefeito não fez a documentação técnica e não prestou contas da verba recebida.
Na gestão seguinte, com Alair Corrêa que estava à frente da Prefeitura de Cabo Frio (2012-2016), o Município recebeu R$ 842,492,29 deste mesmo processo de repasses de recursos federais para construir o equipamento público e obra não avançou.

Em 2017, Marquinhos Mendes voltou como Prefeito já em vias de cassação, cujo mandato foi interrompido em 2018, sendo convocadas eleições suplementares, em que o prefeito Dr. Adriano Moreno foi eleito. Neste lapso de tempo, o então Presidente da Câmara de Vereadores, Aquiles Barreto assumiu como Prefeito Interino da Cidade de Cabo Frio e solicitou dentro deste mesmo Projeto a quantia de R$ 1.182,029,44 , mas recebeu cerca de R$ 274,518,36, nesta etapa uma empresa envolvida em escândalos de corrupção, a VIVART chegou a atestar a execução da obra, com datas fictícias ao TCE.
Para ler o contrato abaixo clique no documento e mova as setinhas para passar as páginas.
Tendo em vista a sequência de irregularidades deste Convênio Federal, em 2020 o Prefeito que assumiu nas eleições suplementares, Dr. Adriano Moreno fez uma tomada de contas, uma espécie de auditoria que faz o levantamento de execução do projeto e respectiva prestação de contas.

A tomada de contas atestou o óbvio, ou seja, R$ 1.138.960,65 dentro do Projeto com recursos federais recebidos por Marquinhos Mendes, Alair Corrêa e Aquiles Barreto, de uma suposta obra que virou um esqueleto em ruínas no bairro Reserva do Peró em Cabo Frio.

O Processo que versa sobre as irregularidades do Projeto não finalizado e de recursos recebidos encontra-se no Tribunal de Contas em fase de conclusão para seguir para o Tribunal de Contas da União. Esse montante de dinheiro deverá ser devolvido aos cofres da União com juros e correções e cabe uma pergunta: De onde sairá esse dinheiro?

Os antes inimigos agora se reuniram está última semana: Alair Corrêa, Marquinhos Mendes, Aquiles Barreto, Jânio Mendes e José Bonifácio.
O espaço está aberto para publicação da versão dos mencionados .
Veja as fotos do Projeto de Esporte e Cultura que seria construído no bairro Reserva do Pero, um complexo com mais de 3000 m²





Todas as informações e dados foram extraídos do Tribunal de Contas do Estado e da Caixa econômica Federal.



