O combustível do governo José Bonifácio está acabando. O tanque parece ter secado. É inegável que todos os esforços dos atores do seu governo conspirem para que ele siga até o fim de 2024 e que consiga passar o bastão para um sucessor que garanta, caso eleito, que seus correligionários permaneçam alocados na prefeitura. A impressão que se passa para a população é que todos estão muito mais preocupados com o que pode acontecer caso o prefeito se afaste para dedicar-se aos cuidados de sua saúde, do que com o que pode acontecer com a frágil e debilitada saúde do prefeito.
O sentimento que se tem é de que, pouco importa se esse governo vai deixar ou não alguma marca positiva ou negativa desde que todos estejam bem empregados e com seus gordos salários. A despeito do que se faz ou não pela população, não há uma cordenação nas ações das secretarias e, ao que parece, a grosso modo, os secretários servem apenas ao papél de meros ordenadores de despesas.
Há um medo generalizado, quase um pavor, de que a vice-prefeita eleita, Magdala Furtado, hoje no PL de Jair Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, assuma o governo e desmonte toda a cadeia de influências ligadas ao grupo de Zé e que use a máquina para trazer ao poder o tal Dr. Serginho. Mas, enquanto isso, o homem José Bonifácio Novelino se canibaliza em atos de coragem em nome do bem estar de seus fiéis correligionários.
Não se pode sequer dizer que todo esse esforço é em nome de uma cidade melhor porque não se vê nenhuma melhora na cidade. A saúde está cada vez mais doente, foi a única cidade que ao invés de sequer reformar escolas, pelo contrário, fechou escolas. Ruas e avenidas destruidas, praças abandonadas, índice de pobreza e miséria altíssimos, criminalidade e insegurança generalizadas, a cidade está feia.
Infelizmente o prefeito não se convenceu de suas impossibilidades e de que os que ainda estão ao seu redor, sobrevivem da sua sobrevida e não de sua lealdade. Ainda que saibamos a troco de quê, a dúvida que fica é: a cidade merece passar por tudo isso? E a troco de quem?
Por Mardonio Gomes



