Esse, realmente, foi um ano de aprendizado e muita resiliência. O que nos carrega de esperanças e expectativas para 2023. Hoje começamos uma nova jornada mas demorará para fecharmos as feridas que se abriram nos últimos quatro anos. Amizades abaladas, famílias divididas, vidas que se foram e sonhos destroçados. Definitivamente, 2022 marcou o fim de um ciclo que jamais poderemos esquecer.
Agora é hora de colocar a institucionalidade do país nos trilhos, trabalharmos para o fortalecimento da nossa democracia e cuidar uns dos outros pois muitos se fizeram órfãos de um líder que se mostrou viril, poderoso e audaz enquanto pode mas, na iminência do fim de seu foro privilegiado, fugiu do país despedindo-se de forma medíocre e covarde de sua horda como um rato que abandona o navio ao primeiro sinal de água no porão.
Agora é cuidar para que ninguém seja anistiado e que se faça justiça devida aos signatários do mal. Afinal, o que eles fizeram e continuam fazendo é loucura ou maldade?
Os transtornos cognitivos e as agruras sofridas por transtornos mentais são coisa séria e não devem ser banalizadas ou usadas para tipificar bizarrices ou justificar atos irresponsáveis por parte de pessoas que insistem em fugir das verdades factuais do nosso contrato social. Apesar de muitos acharem que seu mundo ou seu universo pessoal só sejam aceitos se ditados pela Bíblia ou por suas convicções religiosas, é preciso aceitar que há todo um conjunto da sociedade que se submete a um código social chamado CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
É imperativo que isso fique claro e que os aparelhos de Estado ajam para que a bagunça generalizada e o caos social não se sobreponham às nossas instituições. Se voltarmos ao chamado Estado de Natureza de Hobbes, teremos que assumir a responsabilidade de saber que sobrevive o mais forte e o mais armado. Mas, bem mais importante que colocar as hordas nos prumos, é importantíssimo deixar clara a diferença entre desespero, loucura e maldade. Não há salvo conduto para a maldade.
Por fim, sugiro que não tornemos banais os atos terroristas protagonizados por extremistas políticos ou religiosos a risco de repetirmos o caos social de 2013. Tem muito louco que tem mais juízo do que esses desocupados fantasiados de periquitos por aí. Enquanto tem muita gente passando pano achando que essa horda precisa de Freud ou Lacan, eu, pessoalmente acho que esses signatários do mal, precisam é de um tempinho na cadeia.
No mais, um Feliz Ano Novo!! Feliz Brasil Novo! E que venha 2023!
Por Mardonio Gomes



