Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Ambulatório de Saúde Mental promove inclusão social por meio da cultura


Usuários do Ambulatório de Saúde Mental de São Pedro da Aldeia vivenciaram uma tarde de cultura, lazer e integração social nesta semana. O grupo foi convidado para uma sessão especial no Cine São Pedro para assistir ao filme “O Filho de Mil Homens”, integrante da Mostra Prêmio Grande Otelo 2026 de Cinema Brasileiro. A ação reuniu as psicólogas Fabiana Vieira e Adriana Dutra, além da assistente social Jaqueline Stoduto.

A iniciativa reforça a importância das atividades extramuros no cuidado em saúde mental, ampliando as possibilidades terapêuticas para além dos espaços tradicionais de atendimento. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, proporcionar experiências culturais e de participação comunitária é parte fundamental do processo de reabilitação psicossocial, contribuindo para o fortalecimento da autonomia, da autoestima e dos vínculos sociais dos usuários.

A psicóloga Fabiana Vieira destaca que frequentar espaços públicos, ocupar a cidade e participar da vida cultural do município são ações que promovem inclusão, cidadania e pertencimento. “Nesse contexto, o cinema se apresenta como uma importante ferramenta de expressão e reflexão, capaz de despertar emoções, estimular o pensamento crítico e favorecer novas formas de compreender a realidade e as relações humanas. Além da experiência cinematográfica, a atividade proporcionou momentos de convivência e troca entre os participantes. Compartilhar a sessão, a conversa sobre o filme e os momentos de descontração fortalece os laços afetivos e sociais, contribuindo para o enfrentamento do isolamento que, muitas vezes, acompanha o sofrimento psíquico”, afirmou.

Para a psicóloga Adriana Dutra, iniciativas como essa reafirmam a proposta de um cuidado humanizado, territorial e integrado à comunidade. “Ações culturais e de lazer fazem parte da construção de uma atenção psicossocial que valoriza a singularidade de cada indivíduo e reconhece que o cuidado pode acontecer em diferentes espaços da vida cotidiana. Mais do que assistir a um filme, a atividade representou uma oportunidade de encontro, participação social e exercício da cidadania, fortalecendo a convicção de que a saúde mental se constrói também por meio da cultura, da convivência e da ocupação dos espaços coletivos. Afinal, a clínica acontece em todos os lugares, inclusive na fila do cinema”, pontuou.

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