Macaé foi palco, nesta sexta-feira (26), do pré-lançamento institucional do Projeto Rota da Esperança (PRoES), iniciativa pioneira da Marinha do Brasil, por meio do Comando do 1º Distrito Naval, voltada à promoção da saúde, cidadania e segurança marítima para pescadores artesanais, trabalhadores do mar e comunidades costeiras em situação de vulnerabilidade.
O evento foi realizado na Base da Petrobras em Imbetiba, na Praia Campista, e reuniu representantes da Prefeitura de Macaé, Marinha do Brasil, Petrobras, Porto do Açu, Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR) e integrantes de colônias de pescadores da região.
Com lançamento em Macaé, reconhecida como Capital Nacional do Offshore, o projeto busca fortalecer a base social que sustenta a Economia do Mar brasileira, por meio de ações integradas que promovem inclusão social, desenvolvimento econômico e segurança das atividades marítimas.
Representando a Prefeitura de Macaé estiveram presentes o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Sylvio Mussi Lopes Teixeira; o Secretário Executivo de Políticas Energéticas, Rodrigo Vianna; a Secretária Municipal de Saúde, Simone Sales; o Secretário Executivo de Comunicação, Ed Lameu; e a assessora da Secretaria de Pesca e Aquicultura, Rizete Ribeiro.
“O Projeto Rota da Esperança não traz só esperança, mas a certeza de que dias melhores virão para nossa economia do mar”, disse o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Sylvio Mussi Lopes Teixeira.
“Macaé tem construído políticas públicas sólidas por meio de uma interlocução constante com instituições governamentais, empresariais e da sociedade civil, tanto civil quanto militar”, salientou o Secretário Executivo de Políticas Energéticas, Rodrigo Vianna.
O PRoES vai começar por Macaé. O município foi escolhido como o laboratório ideal de inovação e integração institucional base nos seguintes fatores: é a Capital Nacional do Offshore, tem forte comunidade pesqueira, conta com a presença da Petrobras e da Marinha; tem uma base operacional estabelecida via Capitania dos Portos (CPM), existe a integração com o Porto do Açu, apresenta um ambiente social favorável e oferece forte apoio governamental.
Ações integradas para transformar realidades
O PRoES foi estruturado em três eixos principais: saúde, cidadania e segurança marítima.
Na área da saúde, serão promovidos atendimentos médicos e odontológicos realizados por profissionais da Marinha, além de campanhas de prevenção e promoção da saúde voltadas às comunidades pesqueiras.
No eixo da cidadania, o projeto prevê apoio à regularização documental de pescadores, orientação social contínua e assistência para a regularização de embarcações junto à Capitania dos Portos.
Já na área de segurança marítima, as ações incluem a distribuição de equipamentos de segurança da navegação, capacitação de trabalhadores marítimos, atividades de conscientização e iniciativas voltadas à proteção de infraestruturas estratégicas ligadas à atividade marítima.
Governança colaborativa
O Projeto Rota da Esperança reúne instituições públicas, privadas e representantes da sociedade civil em uma ampla rede de cooperação.
A Marinha do Brasil é responsável pela coordenação operacional e execução institucional da iniciativa. A Petrobras atua com apoio à infraestrutura e ações alinhadas às práticas ESG. O Porto do Açu contribui com ações de cooperação voltadas ao desenvolvimento local e à proteção portuária.
As colônias de pescadores participam diretamente da mobilização e do engajamento das comunidades beneficiadas, enquanto a SOAMAR Macaé atua no fortalecimento da mentalidade marítima civil. A Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura, tem papel estratégico na articulação e mobilização das comunidades pesqueiras do município.
Benefícios para a Economia do Mar
De acordo com os organizadores, o projeto deve gerar impactos positivos em diferentes áreas. Entre os resultados esperados estão a ampliação do acesso à saúde e à cidadania para populações vulneráveis, o fortalecimento sustentável da Economia do Mar, a proteção da cadeia logística offshore e o aumento da integração entre a sociedade civil e a Marinha do Brasil.
A iniciativa também busca contribuir para a ampliação da segurança marítima, o fortalecimento da proteção portuária e a prevenção de ilícitos transnacionais, promovendo maior segurança para trabalhadores, comunidades e empreendimentos ligados ao setor marítimo.




