A condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral, que o tornou inelegível, provocou uma reviravolta nos bastidores do PL no Rio de Janeiro. Apesar do discurso público de apoio, a cúpula do partido já trabalha para se desvincular de uma candidatura considerada de alto risco jurídico, especialmente na disputa por uma vaga no Senado.
Nos corredores da sigla, a avaliação é pragmática: insistir em um nome com pendências na Justiça pode resultar em votos anulados e prejuízo político. A fala do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, de que Castro só disputará se reverter a decisão, reforça essa cautela, ainda que oficialmente o apoio seja mantido.
Diante desse cenário, cresce a articulação interna para substituir Castro justamente na corrida ao Senado. O nome de Felipe Curi, também citado como Augusto Curi nos bastidores políticos, ganha força como alternativa viável dentro do campo conservador. Sem entraves judiciais e com respaldo em setores estratégicos, ele passou a ser visto como a opção mais segura para a vaga.
A movimentação conta com o aval de Flávio Bolsonaro, o que fortalece ainda mais a possível candidatura. O apoio do senador é considerado decisivo para consolidar o nome de Curi dentro do grupo político.
Enquanto isso, o ex-governador vai perdendo espaço. O convite feito por Ciro Nogueira para que ele se filie ao PP mostra que outras legendas já se movimentam diante do enfraquecimento de Castro, abrindo caminho para uma reconfiguração no tabuleiro eleitoral.
Nos bastidores do PL, a leitura é de que o partido não deve repetir erros do passado, quando candidaturas sub judice acabaram anulando milhões de votos. Assim, mesmo sem rompimento público, Cláudio Castro vai sendo deixado de lado, enquanto Augusto Curi desponta como o nome que pode assumir a disputa ao Senado sem riscos jurídicos e com apoio político consolidado.




