Segunda-feira, Maio 4, 2026
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Ramon Gidalte exonera centenas de trabalhadores da Prefeitura de Casimiro de Abreu às vésperas do Natal e Ano Novo

A decisão do prefeito de Casimiro de Abreu, Ramon Gidalte, de exonerar todos os servidores comissionados do município a partir de 1º de janeiro de 2026 gerou forte reação e críticas pela forma abrupta e insensível com que a medida foi adotada. A Portaria 884/2025, publicada em 9 de dezembro, extingue de uma só vez centenas de cargos, deixando inúmeras famílias desamparadas às vésperas do ano novo.

O documento afirma que a revisão dos cargos em comissão integra um processo de planejamento e reorganização da máquina pública. No entanto, o impacto social da decisão e a ausência de medidas compensatórias ou de uma transição gradual demonstram um descompasso entre o discurso administrativo e a realidade enfrentada pelos servidores, que agora vivem a iminência do desemprego no período mais sensível do ano.

A portaria sustenta que a reorganização seria necessária para otimizar processos, ajustar estruturas e fortalecer a gestão municipal. Apesar disso, especialistas e servidores apontam que tais ajustes poderiam ter sido realizados de maneira pontual, gradual e transparente, evitando um apagão de recursos humanos que prejudica serviços e desestabiliza trabalhadores.

A repercussão foi imediata. O vereador Pedro Gadelha se manifestou publicamente, demonstrando surpresa e preocupação com a amplitude da decisão. Em sua fala, ele questionou as razões que motivaram a exoneração em massa.

Segundo o vereador, ele recebeu uma cópia da Portaria 884/2025 na qual o prefeito exonera todos os servidores comissionados a partir de 1º de janeiro. Gadelha afirmou que não há clareza sobre os motivos da medida e disse não saber se se trata de uma manobra política, de um planejamento orçamentário ou de outro tipo de ação administrativa.

Ele destacou a gravidade da decisão em um momento do ano em que os trabalhadores recebem abono e décimo terceiro salário e fazem seus planos para o ano seguinte. Para o vereador, a medida deixa todos os servidores comissionados em situação de insegurança às vésperas da virada do ano.

O posicionamento de Gadelha reflete o clima de incerteza que tomou conta da cidade. A falta de diálogo com as categorias e a ausência de explicações detalhadas reforçam críticas de que o governo municipal age sem considerar o impacto humano das decisões.

Enquanto a prefeitura justifica a portaria como parte de um ciclo de revisão administrativa, servidores e parlamentares apontam falhas no planejamento, inadequação do momento escolhido e falta de consideração com quem dedicou anos ao serviço público local. A cidade inicia o fim do ano sob tensão, marcada pela incerteza de centenas de trabalhadores que, por decisão do prefeito Ramon Gidalte, começarão 2026 desempregados.

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