Terça-feira, Maio 12, 2026
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Terceirização na saúde em Teresópolis aprofunda crise entre prefeito Leonardo Vasconcelos e profissionais do setor

A decisão do prefeito Leonardo Vasconcelos de avançar com a terceirização da saúde em Teresópolis desencadeou uma crise sem precedentes com os profissionais da área e representantes do setor. O estopim foi o Pregão Eletrônico nº 90025/2025, que prevê a contratação de pessoas jurídicas para ocupar funções permanentes na rede pública, medida considerada inconstitucional e que fere frontalmente o princípio do concurso público.

O Conselho Municipal de Saúde e o Sindicato dos Servidores Públicos de Teresópolis reagiram de forma contundente, protocolando denúncias no Tribunal de Contas do Estado e cobrando a imediata suspensão do certame. Para as entidades, a gestão municipal insiste em precarizar vínculos de trabalho, abrindo espaço para rotatividade, desigualdade salarial e fragilização dos serviços prestados à população.

Profissionais de saúde também se manifestaram contra a medida, apontando que a pejotização coloca em risco a qualidade do atendimento, compromete a relação entre servidores e pacientes e cria distorções salariais, já que contratados via PJ receberão remunerações superiores aos estatutários que exercem as mesmas funções.

A crise expõe ainda o desgaste político do prefeito Leonardo Vasconcelos, que em 2024 assinou uma carta-compromisso prometendo não recorrer a terceirizações e muito menos às chamadas “pejotizações”. Um ano depois, a promessa foi abandonada, ampliando a insatisfação entre servidores e revelando o distanciamento da gestão com os compromissos assumidos publicamente.

A situação agrava a pressão sobre o secretário de Saúde, Fábio Gallote, já envolvido em denúncias relacionadas a processos licitatórios da pasta. Sua permanência no cargo é vista com desconfiança por sindicatos e conselhos, que apontam falta de transparência e gestão temerária em contratos milionários da saúde municipal.

No centro do impasse, está a população teresopolitana, que depende de uma rede pública de saúde cada vez mais fragilizada por escolhas políticas questionáveis. A terceirização, longe de resolver os problemas estruturais, aprofunda a crise entre a prefeitura e os profissionais da saúde, ameaçando a qualidade e a continuidade do atendimento no município.

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