Para quem não sabe, pela lei, prefeitos que são pré-candidatos à reeleição só podem inaugurar obras e contratar ou demitir até dia 06 de Julho. A partir de hoje, quem está fica e quem saiu não volta mais. Vereadores e cabos eleitorais que barganharam cargos terão de se contentar com o que têm. Portanto, se alguém te oferecer emprego em troca de voto, esquece! A prefeita estava numa corrida tão frenética que inaugurou até banner. Isso mesmo, minha gente! Além de trocar plaquinhas do que podia e do que não podia, além de ter inaugurado a praça da mulher com a sede da Patrulha Maria da Penha em um terreno fruto de herança e desapropriado de forma duvidosa, a prefeita inaugurou um banner. A meta é inaugurar. Afinal, é muita entrega!!!
Enquanto isso, o candidato do “já ganhou” que está mantendo um bazar de compra de votos descaradamente em Tamoios disfarçado de Associação de Moradores, segue desfilando como um colosso quase que inabalável surfando nas obras eleitoreiras de Claudio Castro agindo como se fosse Moisés no deserto. O problema é que, no caso de Moisés, enquanto todos os seus seguidores achavam que “a vida iria melhorar” descobriram que tinham que purgar por quarenta anos vagando perdidos até que Deus se apiedasse e lhes mostrassem o caminho. Só que ele não é Moisés. E não! A vida não vai melhorar senão a dele e de seus chegados.
Parece que estamos perto de descobrir que nem um e nem outro, perderá nessa jogada. Mas certamente, a cidade sim, sairá perdendo. É triste ver que o modus operandi da política em Cabo Frio só tende a piorar. É só reparar o óbvio jogo de interesse entre os atores principais.
Se você parar pra ouvir uma entrevista de um vereador qualquer você vai ouvir tanta “realização” que nem parece que estamos falando da mesma cidade. Da cidade abandonada, violenta, caótica, pobre e falida que eles deixaram nos últimos anos.
Enfim, acabaram as entregas e agora é a corrida pelo voto comprado. Não importa se pela “filantropia” ou por notas de cem Reais. Não importa se vão subornar traficantes ou milicianos para que proíbam candidatos adversos de entrarem, distribuir material de campanha ou fazerem comícios em suas comunidades. Não importa o quanto vai custar o voto, o que importa é acabaram as entregas e que assim, a vida não vai melhorar. Não importa quem ganhe dos dois, a cidade sempre vai sair perdendo.
Por Mardônio Gomes




