Durante a convenção do Partido Solidariedade para definição do nome para disputar a prefeitura de Búzios nas eleições suplementares, ex-vereadora Gladys Nunes denunciou, o que ela considera uma grave violação de seus direitos políticos durante o ato partidário, onde já havia um jogo de cartas marcadas favorecendo o pré-candidato Leandro do Bope na corrida eleitoral.
Segundo a ex-vereadora, sua candidatura foi preterida em um processo que desconsiderou o estatuto do partido. Ainda segundo, Gladys Nunes, o acesso à lista de filiados do Solidariedade, que é um documento essencial para a organização de sua campanha e articulação dentro da legenda. Como filiada ao partido e com pretensões legítimas de disputar o direito de ser candidata, Gladys Nunes chegou a solicitar o adiamento da convenção para as 20 horas do dia 17 de março, mas o pedido foi recusado pelo partido.
“Esta convenção é nula por violar as normas estatutárias do nosso partido”, disse Gladys em tom de desabafo e na oportunidade de discursar no ato partidário disparou denunciando a situação como violência de gênero, “Como mulher e filiada, tive meu direito de ser candidata violado”.
O episódio de violência de gênero ocorrido nas atividades partidárias do Solidariedade aduz a luta das mulheres por espaços e reconhecimento de direitos de exercício pleno de cidadania. O Partido Solidariedade ainda não se manifestou sobre as denúncias da pré-candidata a prefeita de Búzios.



