O Governo da Prefeita de Cabo Frio teve a primeira baixa em seu secretariado com a saída do Cel. Ruy França que ocupou a Secretaria de Governo até esta segunda-feira (18). O ex-titular da pasta deixou o cargo sob o signo das especulações e sem um aceno mais direto no sentido de conter a publicidade de forma orquestrada deixando no ar um clima de mistério e suposições sem lastros fáticos.
Troca de secretários é uma questão corriqueira em todos os governos considerando a natureza de cargos de confiança do gestor de plantão, contudo sinais trocados não deveriam ser considerados em um momento em que o governo se apresenta e demonstra as suas primeiras diretrizes. A especulação em torno de nomes de vereadores se confirmada, poderá indicar o equívoco do governo em apagar incêndio com gasolina. Ora, vereadores e ex-vereadores também têm seus interesses particulares e percorreriam de forma natural em rota de colisão com os demais pares no Poder Legislativo, por conflitos de interesses. O bom senso recomenda ainda à Magdala Furtado, se desvencilhar dos laços afetivos no trato da coisa pública, pois o ideal republicano não comporta o nepostismo, ainda que de forma velada.
Não obstante a prerrogativa da Prefeita Magdala Furtado em nomear ao seu bel prazer e a discricionariedade que lhe atribui a lei, o governo precisa de imediata estabilidade com um nome técnico e conhecedor da política local, além de gozar da confiança pessoal da prefeita e estar alinhado ao projeto estratégico do governo e da cidade de Cabo Frio.
Grão-mestres da política cabo-friense ouvidos pela Coluna Radar Político apontam diversos nomes bons e que reúnem credenciais técnicas e habilidades políticas para o cargo de Secretário de Governo da Prefeita Magdala Furtado. Neste conselho informal, o nome do advogado e assessor da prefeita, Luciano Régis desponta como um boa opção.
Editorial por Alexy Paris



