A Polícia Civil vai analisar o celular usado pela influencer Luanne Murta Jardim dos Santos Martins, de 30 anos, morta a tiro no último domingo, para saber se a vítima vinha recebendo algum tipo de ameaça. O aparelho, que estava com a influencer quando ele foi assassinada, deverá passar por uma espécie de vistoria ou perícia. O objetivo do exame seria o de verificar o teor das mensagens recebidas por Luanne dias antes do crime.
A informação de que o telefone de Luanne está com a polícia foi confirmada, nesta terça-feira, por Atanael Jardim dos Santos, de 61, pai da vítima. Segundo ele, o celular deverá ser devolvido à família em algumas semanas. Uma das linhas que serão checadas pela polícia é a de que o crime poderia ter tido algum tipo de motivação financeira. Outras linhas, no entanto, também são consideradas. Moradora da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, Luanne tinha 331 mil seguidores no Instagram e 11,4 mil no TikTok. Ela chegou a pesar 137 quilos, mas após um processo de emagrecimento, perdeu 50 quilos em seis meses.
Nas redes, ela era conhecida por motivar mulheres a perder peso de forma saudável e, assim, recuperar a autoestima. Determinada, Luanne começou a trabalhar cedo. Com 13 anos, distribuía panfletos de um curso. Aos 29, já tinha lucrado mais de R$ 1 milhão com o mercado digital. Na noite do último domingo, no auge de sua carreira, ela teve a vida interrompida pela violência.
A influencer estava no banco do carona de um Jeep Compass, acompanhada do marido João Pedro Farche, que dirigia o veículo, e do filho dele, de 2 anos, que estava no banco traseiro, quando o carro foi interceptado por outro veículo, na Rua Fernão Cardim, no Engenho de Dentro, na altura do acesso para Linha Amarela, na Zona Norte do Rio. Sem abaixar a janela do automóvel, um homem fez disparos contra o Jepp Compass.
Pelo menos quatro tiros acertaram o veículo. Um deles atingiu o ombro da influencer e foi parar no coração da vítima. Ela ainda foi levada com vida para o Hospital Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu e morreu. A polícia começou a investigar o caso como tentativa de latrocínio, mas a própria família da vítima disse não acreditar nesta hipótese.
— Com certeza isso não foi um mero latrocínio. Isso foi um homicídio. Porque ninguém dentro de um carro vai roubar outro carro e atira no outro carro com o vidro fechado. Nunca vi isso acontecer. Espero que a polícia tome uma providência — disse Atanael nesta segunda-feira, quando foi ao IML para fazer a liberação do corpo da filha.



