Nesta quarta-feira (26), uma jovem, de 23 anos, registrou uma ocorrência contra o policial militar Gerson Jucá Rolim de Paula, suspeito de estuprar uma menina de 18 anos em Saquarema. A menina afirma ter sido estuprada pelo PM duas vezes: em dezembro de 2022, e o segundo em março deste ano. Todas as violações aconteceram dentro da casa da vítima, que se mudou por medo após o último caso, segundo o divulgado.
Na delegacia, a jovem explicou que Gerson, em dezembro, apareceu na porta de sua casa acompanhado por mais dois policias, não identificados por ela. Fardado, ele teria afirmado estar em uma operação de combate ao tráfico, mas não apresentou mandado de busca e apreensão. Ele entrou sozinho, pediu para os tios da menina ficarem do lado de fora e a levou para um quarto, onde a obrigou a fazer sexo oral nele. Depois de um tempo, os outros dois agentes entraram na casa e também a estupraram.
Nesse mesmo dia, o policial teria afirmado que voltaria à residência da vítima que, por medo, não fez denúncia. Em março, segundo ela, o policial repetiu o crime, copiando o modus operandi da primeira abordagem: foi até a casa dela acompanhado por outros policiais, pediu aos familiares dela para que o deixassem sozinho com ela e a estuprou. Contudo, dessa vez, não estava vestido como policial nem com viatura.
André Luiz Bueno, delegado da 124ª DP, afirma que a jovem de 23 anos identificou o PM a partir da repercussão da denúncia do outro crime:
— A vítima viu as imagens divulgadas de Gerson nos jornais e o identificou imediatamente. Na queixa, ela explica que o policial invadiu sua casa, a estuprou e a deixou sob ameaça. Depois, retornou em um carro sem placa e cometeu o mesmo crime. Nas duas situações, ele teria afirmado estar monitorando a menina e que teria, inclusive, grampeado o telefone dela.
No relato, a vítima ainda disse que o PM teria voltado à sua casa uma terceira vez, mas ela já havia se mudado. Com isso, Gerson teria ameaçado a tia dela para conseguir o contato da jovem. Com o telefone, o PM passou a mandar mensagens a jurando de morte caso denunciasse os crimes à polícia.



