Terça-feira, Maio 12, 2026
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KEYNES NO SÉCULO XXI

Desde a Grande Depressão de 1929, as idéias de John Maynard Keynes, influenciam as economias de mercado do mundo todo. Países como Estados Unidos, procuraram um meio termo entre o ultrapassado Liberalismo, o incipiente e anacrônico Neoliberalismo e a ideia que assombra como um fantasma do mal que é o Marxismo / Socialismo. De lá pra cá, a prática de adaptar o chamado New Deal para épocas de crise se tornou uma receita de sucesso tanto no hemisfério norte quanto nos países em desenvolvimento do hemisfério sul. Com isso, fomos adaptando medidas e ações intervencionistas para superar as cíclicas crises do capitalismo. 

O Estado acaba sendo sempre a última fronteira entre o crash financeiro e a recuperação das seguidas falências da iniciativa privada. Para esse ciclo continuar “dando certo” ( para as elites), é preciso que o Estado seja forte, que tenha uma arrecadação forte, eficiente e constante. Ora! Alguém tem que pagar essa conta. Nós, simples mortais, não nos dávamos conta do tamanho do rombo porque esses assuntos ficavam restritos aos birôs dos intelectuais e líderes políticos com uma linguagem inacessível, rebuscada e intraduzível. Com o advento da internet, a popularização da informação, tem trazido ao óculo do cidadão comum, quem realmente produz riqueza, quem acumula riqueza e quem garante que esses ricos sigam cada vez mais ricos. Karl Marx nunca foi tão atual como agora. 

Mas há sempre uma forma de distorcer os fatos e acalmar o povo a ponto de fazê-lo culpar-se por sua própria condição de ser. O povo precisa ser domesticado. A classe média precisa se sentir elite e o pobre precisa achar que tem que se esforçar um pouco mais pra conseguir ser classe média, assim quem sabe a meritocracia não o levará à riqueza um dia? O consumo de bens e serviços é a aspirina, o ópio e a coleira do cidadão moderno. Enquanto isso, o Estado segue intervindo com financiamentos bilionários a bancos e grandes empresas sem macular as fortunas de seus maus gestores enquanto sufoca e determina quantas vezes e o quê você pode comer todos os dias. Claro que há uma massa da sociedade que até o acesso a comida lhe é negado.

Está claro que a fome, miséria, pobreza, escravidão, etc, são um projeto contido no case da PRÁXIS DOMINUS de qualquer ideologia de poder que assuma as instituições de Estado. Nossa democracia nos permite apenas trocar a roupa mas jamais acabar com a festa. 

A pobreza é o único projeto político bem sucedido no Brasil. Fecho esse texto com uma frase bem interessante do Professor Clóvis de Barros Filho que diz: “… portanto a violência só é usada como controle social quando a ideologia não cumpre o seu papel e isso raramente acontece.”

Por Mardonio Gomes

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