Terça-feira, Maio 12, 2026
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Bolsonaro deixa rombo de R$ 500 bilhões no setor elétrico, aponta relatório da equipe de transição

Coordenador executivo do grupo de Minas e Energia da equipe de transição do governo Lula (PT), Mauricio Tolmasquim afirmou nesta quinta-feira (8) em entrevista coletiva que o governo Jair Bolsonaro (PL) está deixando para a próxima administração uma conta de R$ 500 bilhões, a ser paga pelo consumidor de energia elétrica nos próximos anos.

A conta inclui a Conta-Covid – um empréstimo feito ao setor elétrico durante a pandemia de Covid-19; a Conta Escassez-Hídrica – novo empréstimo feito ao setor elétrico para cobrir os rombos da crise energética de 2021; e a contratação emergencial de usinas termelétricas, realizada em outubro do ano passado pelo governo.

Além disso, é necessário pagar também a contratação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), por meio de uma reserva de mercado nos leilões de energia. Esta foi uma contrapartida exigida pelo Congresso Nacional no projeto que autorizou a privatização da Eletrobras, assim como a obrigação de contratar usinas termelétricas em regiões em que não há escoamento de gás natural.

“Vimos que uma série de ações feitas nesse governo vai deixar uma herança para os próximos governos, que terá de ser paga pelo consumidor de energia elétrica. Tentamos somar todo esse custo a ser pago nos próximos anos e atinge R$ 500 bilhões se trouxermos tudo para hoje em termos nominais”, afirmou Tolmasquim.

De acordo com Tolmasquim e com o coordenador do subgrupo de energia do governo de transição, Nelson Hubner, a equipe já trabalha em alternativas para reduzir a conta. “Uma das propostas será a rescisão dos contratos das usinas termelétricas contratadas no leilão emergencial realizado no ano passado. Esses contratos somam R$ 39 bilhões”, diz reportagem do g1.

O governo eleito ainda “vai buscar rever, junto ao Congresso Nacional, a necessidade de contratação de usinas termelétricas em lugares distantes, sem escoamento de gás natural. É uma conta de R$ 368 bilhões, porque terá de ser feita toda a infraestrutura para levar gás a essas térmicas, os chamados gasodutos”, segundo a matéria.

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