O município de Cabo Frio chega ao verão de 2023, sem um Plano de Ação articulado entre o poder público, empresários e sociedade civil que permita uma gestão eficiente da cidade para a alta temporada que se aproxima. Entre diversos políticos e personagens que agora apontam soluções “abstratas” para resolver os diversos problemas do turismo estão os secretários de turismo de Cabo Frio, a Senhora Katyuscia Brito e o ex-secretário da Pasta, Carlos Cunha, que é apontado como o responsável pela destruição de um dos mais belos cartões postais da cidade, a Praça das Águas na praia do Forte.
O Portal Cabo Frio em Foco, apurou que o ex-secretário Carlos Cunha, então titular da Pasta do Turismo no Governo José Bonifácio, foi o idealizador da proposta de destruir a Praça das Águas construída pelo ex-prefeito Alair Corrêa. A medida levou pelo ralo, um atrativo turístico que custou uma quantia considerável de dinheiro aos cofres públicos e ficou apenas nas fotos e lembranças da população e dos turistas. Carlos Cunha foi exonerado do cargo sem deixar nenhum legado para o turismo cabo-friense.

No debate sobre o próximo verão, tanto o empresariado quanto a população cabo-friense expressam revolta com a destruição da praça das águas, mas o pai da obra sempre se esquivou de assumir essa paternidade, agora registrada nesta reportagem. Um grão-mestre da política de Cabo Frio revelou os bastidores do negócio e nos apresentou algumas peças do projeto, afirmando ao Portal que, a ideia de acabar com a bela paisagem anterior e o novo projeto “já apelidado de palhoça” foi do Senhor Carlos Cunha, ex-secretário de turismo de Cabo Frio. Questionado pela reportagem, Cunha enviou a nota abaixo:
A ideia nunca foi minha. A praça das águas tem um problema estrutural, onde a água vaza para os prédios em frente. Por este motivo, diante da impossibilidade de efetivamente ter água no local, buscamos várias outras alternativas, para aproveitar o espaço já escoares-te. Inclusive, eu sempre me coloquei favorável a transformar o espaço em um parque arborizado. O projeto e processo que autorizou a implantação do empreendimento que lá está hoje, sequer conta com minha assinatura ou parecer (basta conferir no processo. O que ocorreu à época foi que os interessados me procuraram para encaminhar o projeto ao prefeito, e eu apenas encaminhei. Eu não sou responsável nem idealizador do empreendimento que lá está hoje. Porém a recuperação de parte do jardim da praça é da minha autoria. Resumindo: para saber quem foi o autor da ideia, basta acessar o processo e ver quem o assina Carlos Cunha
O episódio revelado, não apenas expõe um bastidor da política cabofriense, mas nos impõe o desafio de fazer um debate sério sobre a cidade, com mais transparência e sobretudo com mais responsabilidade, ante a desfaçatez e o amadorismo daqueles que tiram da cartola soluções mágicas e que na prática nos conduzem a um futuro incerto. O turismo é um dos motores da economia da nossa região e deve ser tratado com a respectiva importância e seriedade para o desenvolvimento econômico e social da cidade de Cabo Frio.



