Terça-feira, Maio 12, 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
InícioPolicialMP e Polícia Civil fazem operação contra venda de criança em Casimiro...

MP e Polícia Civil fazem operação contra venda de criança em Casimiro de Abreu

Agentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Promotoria de Justiça de Casimiro de Abreu, e a Polícia Civil, através da 121ª DP Casimiro de Abreu, realizaram nesta terça-feira (8) a operação Cegonha, que apura crimes relacionados à entrega de uma criança recém-nascida em troca de recompensa. O objetivo é cumprir o mandado de busca de um bebê de três meses de idade, além de outros mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

O caso começou a ser apurado pelo Conselho Tutelar em razão de eventual delito envolvendo o falecimento de um recém-nascido. A genitora, Lorena Fagundes Pereira, estava grávida de gêmeos, no decorrer da gestação perdeu um dos filhos e, ao que parecia, depois havia perdido o segundo. Durante o acompanhamento do caso, Lorena apresentou uma certidão de óbito do bebê que teria falecido logo após o parto, mas a equipe técnica desconfiou da veracidade do documento. Em seguida, foram feitas diligências nos cartórios e confirmou-se que não houve registro de óbito com a numeração constante na certidão apresentada.

Com o avançar da investigação policial, foram encontrados fortes indícios de que Lorena teve a filha utilizando a identidade de Michele Assis Pereira, que veio a ficar com a criança. Uma das evidências é que no documento apresentado por Michele no hospital consta a foto de Lorena. Michele, por sua vez, teria acompanhado o parto utilizando também um documento de outra pessoa.

A promotoria requisitou os mandados de busca e apreensão diante dos fortíssimos indícios de que elas e outras duas pessoas teriam sido as autoras de diversos crimes que viabilizaram a entrega de criança mediante recompensa, entre eles falsificação de documento público, falsificação material (identidade) e falsificação ideológica (dados fornecidos na Maternidade e no Cartório de RCPN), entre outros.

Na decisão que determinou as buscas, o Juízo da Vara de Casimiro de Abreu ressalta que “os documentos que instruem a presente peça são hábeis a evidenciar situação de extrema gravidade praticada, em tese, pelos representados vez que está patente ao menos falsificação de documento de identidade da suposta genitora e certidão de nascimento da infante”. E prossegue, destacando que a criança “está aos cuidados de terceiras pessoas que, em tese, não são habilitadas e nem parentes consanguíneos da infante”. De acordo com a decisão, o bebê deve ser encaminhado a uma unidade de acolhimento.

Fonte: Ministério Público do Rio de Janeiro

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img