O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão das eleições indiretas que escolheriam o novo governador do estado do Rio de Janeiro. A decisão interrompe o processo que estava em curso na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para definir o substituto do Executivo estadual.
A medida foi tomada após questionamento apresentado pelo Partido Social Democrático (PSD), que contesta o modelo de eleição indireta — realizado apenas pelos deputados estaduais — e defende a realização de eleições diretas. O partido argumenta que há entendimento consolidado no próprio STF favorável ao voto popular em situações de dupla vacância no governo.
Com a decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, segue no comando do estado de forma interina até nova deliberação da Corte. A suspensão mantém o cenário de incerteza política e jurídica no Rio, enquanto se aguarda uma definição definitiva.
O ministro também determinou que o caso seja analisado pelo plenário físico do STF, retirando o julgamento do ambiente virtual. A medida amplia o debate entre os ministros sobre qual modelo deve prevalecer para a escolha do novo governador.
A decisão ocorre em meio à crise institucional provocada pela vacância simultânea dos cargos de governador e vice. O desfecho dependerá do posicionamento final do STF, que deverá decidir se o estado realizará eleição indireta na Alerj ou se haverá convocação de eleições diretas para que a população escolha o novo chefe do Executivo.




