Terça-feira, Março 10, 2026
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Governo do Estado realiza operação interestadual contra esquema de fraudes bancárias do Comando Vermelho que movimentou mais de R$ 136 milhões

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), realiza, nesta segunda-feira (09/03), uma operação interestadual contra um esquema de fraudes bancárias com empresas fictícias e lavagem de dinheiro, responsável por movimentar mais de R$ 136 milhões. Os agentes cumprem 38 mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e também no estado do Rio Grande do Sul.  Até o momento, um dos alvos foi preso em flagrante com um automóvel de luxo roubado. A polícia realizou ainda a apreensão judicial de dois imóveis de alto padrão, em Rio das Ostras e em Nova Iguaçu.


– É fundamental atingir o dinheiro dessas organizações. Quando o Estado bloqueia recursos, apreende bens e desmonta o sistema financeiro que sustenta essas facções, estamos desarticulando o crime organizado pela raiz – afirmou o governador.


A operação tem como objetivo desarticular uma complexa estrutura criminosa responsável por fraudar instituições financeiras por meio da abertura irregular de contas empresariais, obtenção indevida de crédito e ocultação da origem dos valores obtidos ilegalmente. De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, documentos falsos e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para viabilizar as fraudes.


A investigação teve início após uma instituição financeira comunicar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão fraudulenta de crédito, que inicialmente causaram prejuízo superior a R$ 5,2 milhões.


Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os agentes identificaram movimentações de alto valor incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados. Foi descoberto que o principal operador financeiro da organização criminosa movimentou cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses. De acordo com os agentes, o mesmo criminoso atuava em golpes relacionados a seguros para obter indevidamente indenizações securitárias.


Os operadores financeiros ligados ao esquema possuem antecedentes criminais por crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa. Ainda há indícios de que parte dos recursos obtidos com as fraudes era destinada ao financiamento de atividades ilícitas relacionadas ao tráfico.


Durante a operação, as equipes buscam apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis, valores e bens de alto valor potencialmente vinculados às atividades ilícitas. A ação também tem como objetivo identificar todos os integrantes da rede financeira envolvida nas fraudes e aprofundar o rastreamento do fluxo de dinheiro utilizado para movimentação e ocultação dos recursos.

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