Ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano volta ao centro do jogo político fluminense e passa a ser tratado, nos bastidores, como um dos nomes mais fortes para assumir o comando do Governo do Estado em 2026. O movimento ocorre diante da possibilidade de o governador Cláudio Castro (PL) deixar o cargo até abril para disputar uma vaga no Senado Federal.
Conhecido pelo perfil de diálogo, capacidade de articulação e postura conciliadora, Ceciliano é visto por parlamentares como um quadro capaz de oferecer estabilidade política em um momento de forte turbulência institucional. Mesmo atuando hoje em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, ele mantém influência ativa no Rio de Janeiro e é apontado como um articulador discreto, porém decisivo, na sustentação de pontes entre diferentes campos políticos.

O Rio pode viver um cenário político incomum em 2026, com a escolha de dois governadores no mesmo ano. Caso Cláudio Castro renuncie para concorrer ao Senado, o estado terá de realizar uma eleição indireta para a escolha de um governador provisório, que permanecerá no cargo até janeiro de 2027, quando assume o governador eleito pelo voto direto em outubro.
A eleição indireta se impõe porque o estado está sem vice-governador desde a saída de Thiago Pampolha, em 2025, para o Tribunal de Contas do Estado. Soma-se a isso o esvaziamento da linha sucessória na Alerj, o que leva a Constituição estadual a prever a convocação de uma eleição indireta conduzida pelo Legislativo. Nesse contexto, o nome de André Ceciliano surge com força como alternativa de consenso.
Segundo apuração da Coluna Radar Político, do jornalista Alexy Paris, cresce a leitura entre deputados de que Ceciliano reúne atributos considerados raros no atual momento político, como trânsito institucional, experiência administrativa e capacidade de pacificação. Ex-presidente da Alerj, ele conhece como poucos a dinâmica interna do Parlamento e mantém relação direta com a maioria dos deputados, justamente os responsáveis por uma eventual escolha indireta.
Nos bastidores, a possibilidade de Ceciliano assumir um mandato provisório é vista também como um movimento estratégico do PT para reposicionar o partido no tabuleiro estadual, fortalecer o palanque do presidente Lula no Rio de Janeiro e influenciar diretamente a disputa pelo governo em outubro. Mesmo sendo um mandato temporário, o controle da máquina estadual em ano eleitoral é tratado como fator decisivo.

A movimentação já provoca reações. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual, tem demonstrado incômodo com o avanço do nome de Ceciliano e já fez críticas públicas, rebatidas pelo petista. Caso venha a ser escolhido governador provisório, André Ceciliano ainda poderia disputar a eleição de outubro, abrindo um novo e complexo capítulo na corrida pelo Palácio Guanabara.
Enquanto o cenário segue em construção, uma percepção começa a se consolidar nos bastidores do poder fluminense. André Ceciliano voltou ao centro do jogo político e é tratado como peça chave para garantir estabilidade em um dos momentos mais sensíveis da política do Estado do Rio de Janeiro.
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