Quarta-feira, Maio 6, 2026
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Secretario Estadual de trabalho e renda do Podemos é denunciado por esquema de Portarias Fantasmas

Depois das denúncias do RJ1 da TV Globo de que a Secretaria Estadual de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro estava sendo usada para acomodar pessoas do partido do Secretario Patrique Welber, o Podemos e seus familiares, uma ex-funcionária do órgão público garantiu que o próprio secretário é quem arquiteta as nomeações e que ele está ciente que funcionários nomeados não cumprem o expediente no local. O esquema de portarias fantasmas serve para outros candidatos pelo Podemos em todo Estado, informa a reportagem.

Segundo o G1, ao tomar conhecimento das denúncias, o secretário Patrique Welber declarou que abriria uma apuração interna para averiguar se pessoas nomeadas na secretaria, na verdade, trabalhavam na sede do partido Podemos Mulher.

“Foi o próprio secretário. Desde quando ele soube que entraria para a secretaria”, afirmou a pessoa que preferiu não se identificar.

Dias depois, o governador Cláudio Castro exonerou 12 pessoas de seus respectivos cargos na Secretaria de trabalho e renda do RJ. Quatro deles não tinham sido citados nas reportagens. Questionado sobre o motivo destas demissões, o governador não respondeu.

“Eu assim que soube, assim que soube, já mandei instaurar um procedimento, um inquérito administrativo, para identificar se há ou não irregularidade. Se a pessoa, no horário de trabalho em que ela deveria estar na secretaria, não estava na secretaria, mas no partido, ela será sumariamente exonerada, punida com a exoneração. Eu não concordo e não corroboro com isso”.

Entretanto, segundo fontes da própria secretaria, Patrique Welber não só concordava com o esquema de loteamento, como era o mentor de tudo.

“Foi ele que nomeou esssas pessoas diretamente do partido. Entende? Até porque as pessoas que estavam trabalhando no partido não tinham essa influência para se autonomear na secretaria. Não tinha como isso acontecer, sendo ele secretário e sendo ele o presidente do partido. Ele fazia todas essas transações entre os dois locais”.

Quando perguntada se as pessoas que eram nomeadas na secretaria e trabalhavam no partido sabiam do esquema, a informante também afirmou que sim.

Ainda de acordo com a nova denúncia, seria impossível o secretário não saber quem comparecia ou não ao expediente na Secretaria de Trabalho e Renda do RJ.

“A sala da secretaria não é um lugar tão amplo. O próprio secretário mandou derrubar todas as paredes que fechavam os ambientes dessas salas para que ele tivesse uma visão de todo mundo que estivesse trabalhando. Então, é impossível que ele não soubesse quem estava e quem não estava”, continuou a informante.

Quem pretende se candidatar pelo partido na próxima eleição também teria recebidos cargos na secretaria — outros suspeitos de serem funcionários fantasmas.

“Quando ele vê que um candidato tem a possibilidade de ganhar alguma eleição, ele joga essa pessoa para a secretaria para poder segurar a pessoa no partido”, completou a ex-funcionária.

Fonte : G1

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